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Goiânia,25/06/2026

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    As placas tectônicas que tornam a Venezuela tão suscetível a terremotos

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    As placas tectônicas que tornam a Venezuela tão suscetível a terremotos

    Na noite desta quarta-feira (24), os venezuelanos foram surpreendidos por dois grandes terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter – os mais fortes registrados no país em mais de um século. O número de mortos já passa de 160 e centenas de pessoas estão feridas. Embora a magnitude dos tremores seja atípica, este tipo de fenômeno não é novidade na Venezuela. Só em 2025, 189 eventos sísmicos foram registrados na porção oeste do país.


    Mas por que a Venezuela, que faz fronteira com o Brasil, registra tantos terremotos, enquanto eles são raros por aqui? A resposta está, literalmente, debaixo dos nossos pés.





    O que causa terremotos


    Para entender a causa dos terremotos é necessário olhar para dentro da Terra. A camada mais externa do planeta, chamada de crosta terrestre, é formada por placas rochosas gigantescas que se fragmentaram ao longo de eras. São as placas tectônicas. Elas não ficam em uma posição rígida porque flutuam sobre a camada logo abaixo abaixo da crosta, o manto – que é formado também por rochas, mas estas em estado pastoso, o famoso magma ou lava liberado por vulcões em atividade.


    Deslizando sobre essa superfície pastosa, as placas realizam diferentes movimentos e esbarram entre si, gerando atrito, deslizando uma por baixo da outra ou colidindo diretamente. Destes movimentos, originam-se diferentes fenômenos. O Himalaia, por exemplo, mais alta cadeia montanhosa do mundo, surgiu do choque entre duas placas, a Euro-Asiática e Indiana, que por terem a mesma densidade chocaram-se e comprimiram-se, gerando uma elevação na superfície da Terra.


    Já as placas que deslizam uma ao lado da outra, gerando atrito, ou as convergentes, de densidade diferente e que se chocam, tendem a produzir terremotos. São os famosos tremores de terra que sentimos aqui em cima. Os países localizados mais próximos das bordas das placas são os mais suscetíveis a sofrer abalos sísmicos.



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    As placas tectônicas da Venezuela


    Quando o assunto são placas tectônicas, a Venezuela está localizada em uma região de alto risco, no encontro entre as placas do Caribe, América do Sul, Nazca e Cocos. O resumo apresentado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) nesta quarta-feira (25) afirma que “no local do terremoto, a Placa do Caribe desloca-se para leste em relação à América do Sul a uma taxa de cerca de 20 mm/ano” e que este movimento é acomodado por uma falha que atravessa o norte do país.


    Mapa-múndi mostrando as principais placas tectônicas da Terra, como a Placa do Pacífico, Norte-Americana, Sul-Americana, Africana, Euro-Asiática, Indiana e Antártica. As fronteiras das placas são demarcadas por linhas pretas, e as profundidades oceânicas são representadas por um gradiente de cores que vai do azul (mais profundo) ao amarelo e laranja (menos profundo)
    Este mapa apresenta a delimitação das principais placas tectônicas que dividem a superfície terrestre e também a idade geológica da crosta oceânica.IBGE/Reprodução

    “É um contexto tectônico muito complexo, com contato entre várias placas —a do Caribe, a Sul-Americana, a de Nazca, mais ao sul, e a de Cocos, mais ao norte. Na região dos epicentros existe uma zona de falhas amplamente conhecida pelos sismólogos, com diversas estruturas ativas; duas delas se movimentaram quase simultaneamente”, afirma o sismólogo Bruno Collaço, da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao portal G1.



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    Por que a terra tremeu no Norte do Brasil?


    Como você pôde observar no mapa do IBGE acima, o Brasil encontra-se no centro de uma grande placa tectônica, a Sul-Americana. Por estar longe das bordas, estamos menos suscetíveis a sofrer abalos sísmicos – mas isso não impede que, vez ou outra, possamos sentir os tremores de países vizinhos com menos intensidade.


    Isso, provavelmente, foi o que ocorreu em estados do Norte na noite desta quarta-feira (25). Moradores do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima chegaram a evacuar suas casas após sentirem os tremores, e compartilharam nas redes sociais vídeos de lustres e móveis se movendo.


    Em nota, a Defesa Civil do Estado do Amazonas afirmou que os tremores de terra podem estar relacionados aos terremotos na região da Venezuela. Não há registros de desabamentos, mortos ou feridos.



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