Qual é o coletivo de anjo?
Quando pensamos em anjos, é comum imaginar figuras aladas envoltas por luz, deslizando entre nuvens em um céu sereno. Mas existe uma curiosidade linguística que vai além dessa imagem celestial: como chamar um grupo de anjos?
A resposta revela palavras carregadas de simbolismo, tradição e até poesia. Algumas delas surgem em textos religiosos, outras aparecem na literatura. Em comum, todas ajudam a enriquecer o vocabulário da Língua Portuguesa.
Os coletivos de anjo
Há pelo menos cinco formas de se referir a um grupo de anjos. Cada uma delas traz um significado particular, de acordo com o Dicionário Michaelis.
- Legião: o termo mais conhecido para designar grandes agrupamentos. Também é empregado para soldados e, em determinados contextos, para demônios.
- Falange: indica um conjunto organizado e estruturado, sendo bastante comum em contextos religiosos e espirituais.
- Coro: talvez o mais poético dos coletivos, remete ao canto harmonioso e às tradicionais hierarquias angelicais.
- Chusma: menos frequente nos dias atuais, aparece em textos mais antigos para indicar uma multidão ou agrupamento.
Além desses termos, textos religiosos frequentemente utilizam a expressão hoste celestial (ou hoste de anjos), evocando a ideia de um exército divino. Todos esses coletivos transmitem a noção de união, presença e força coletiva.
Continua após a publicidade
A origem da palavra “anjo”
A própria palavra já guarda uma história interessante. “Anjo” tem origem no grego “angelos”, que significa “mensageiro”. Não por acaso, diversas tradições religiosas descrevem esses seres como intermediários entre o céu e a Terra, encarregados de transmitir avisos, orientações e mensagens divinas.
Prontos para usar?
Agora que você já conhece os principais coletivos, veja como eles podem aparecer em frases:
- Uma legião de anjos estava pronta para defender os inocentes.
- A falange de anjos organizou uma verdadeira celebração celestial.
- Ela sonhou com um coro de anjos cantando em uma igreja perto de sua casa.
- Uma chusma de anjos cruzou o céu entre as nuvens.
- A criança desenhou uma hoste celestial dançando entre as estrelas.
Exemplo na literatura
A literatura também recorre à imagem dos anjos para criar cenas de grande beleza e sensibilidade. Em “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, encontramos a expressão “coro de anjos” em um trecho que associa a fala de uma personagem a uma melodia celestial:
Continua após a publicidade
“E beijava a nota, e queria beijar a mão que lhe dera a esmola, mas ele a escondeu, como no Evangelho, murmurando que não, que se fosse embora. Em verdade, a palavra da mendiga tinha um som quase místico, uma espécie de melodia do céu, um coro de anjos, e fazia bem fitar-lhe os olhos encarquilhados, a mão trêmula, segurando a nota.”
A passagem mostra como a expressão ultrapassa a gramática e ganha força poética, ajudando a construir imagens que permanecem vivas na imaginação dos leitores.
Prepare-se para o Enem sem sair de casa. Assine o Curso GUIA DO ESTUDANTE ENEM e tenha acesso a todas as provas do Enem para fazer online e mais de 180 videoaulas com professores do Poliedro, recordista de aprovação nas universidades mais concorridas do país
Publicidade



COMENTÁRIOS