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Goiânia,14/06/2026

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    Já ouviu falar das ondas binaurais? Entenda teoria de que elas ajudam na concentração

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    Já ouviu falar das ondas binaurais? Entenda teoria de que elas ajudam na concentração

    Não é música, podcast e nem audiolivro. Um outro som tem marcado presença enquanto os estudantes colocam seus conhecimentos em prática: as ondas binaurais, que ganharam ainda mais fama após postagem viral nas redes sociais de uma aluna de Medicina. Apesar de algumas pessoas relatarem melhora na concentração, a ciência ainda não tem grande indícios da real eficácia desse som no funcionamento do cérebro.


    Um artigo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos define esses batimentos como “um fenômeno auditivo que ocorre quando dois tons de frequências diferentes, apresentados separadamente em cada ouvido, provocam a sensação de um terceiro tom oscilando na frequência de diferença entre os dois tons”. Trata-se, portanto, de um efeito que só pode ser percebido por meio de fones de ouvido com ambos os lados funcionando.





    O vídeo abaixo é um exemplo dos tais sons binaurais:





    O número de oscilações por segundo varia geralmente de 1 a 30 Hertz — número que não é captado completamente pela audição humana, cuja faixa audível começa a partir dos 20 Hz, mas pode ser sentido no corpo. Katia Chedid, especialista em Neurociência aplicada à Educação e líder do departamento de Governança Educacional da Fundação Bradesco, explica que a hipótese levantada é a de que as ondas binaurais possam influenciar alguns padrões de atividade cerebral relacionados ao relaxamento, à tensão e à sonolência.


    “Alguns estudos sugerem benefícios, mas bem modestos, e outros não encontraram nada, nenhuma melhora significativa. Não é correto vender essa ideia como uma solução para foco e para aprendizagem”, explica.



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    A especialista afirma que qualquer som pode apresentar as sensações descritas por quem estuda com ondas binaurais, a depender das preferências pessoais e estados emocional e ambiental da pessoa e onde ela se encontra. “Não serve para todo mundo. Tem quem diga que relaxa e se concentra melhor. Já outros se irritam, sentem desconforto, ficam distraídos e tem dor de cabeça.”


    Katia destaca que o segredo da concentração ou proficiência nos estudos não é um ruído ou música, mas a maneira como o processo se dá. “Esses sons podem servir de apoio, mas o foco se constrói no ambiente que tem pausa, sono, planejamento, que tem aquele estudo ativo. O que melhora a retenção são as estratégias que a gente usa, não o que eu vou ouvir”, resume. 


    Então melhor descartar a ideia viral? Não é para tanto! Cada pessoa precisa entender o que funciona na sua rotina de estudos. “Se o que eu vou ouvir ajuda na estratégia, tudo bem”, afirma a especialista. 


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    O que atrapalha a concentração?


    Apesar de não existir uma “fórmula mágica” para aumentar a atenção, é possível reduzir o excesso de estímulos externos. A pedagoga recomenda deixar o celular longe durante os estudos — ou, ao menos, desativar as notificações enquanto o utiliza —, dormir bem, evitar fazer muitas pausas enquanto se dedica a uma tarefa, focar na sua realidade e aproveitar os momentos de silêncio.



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    Existem outras dicas que podem contribuir para o foco. São elas:



    • Organizar o espaço e deixar lanches, materiais necessários e água à sua disposição;

    • Cuidar da postura corporal, com preferência para as costas retas e os pés apoiados no chão;

    • Fazer anotações manuais;

    • Criar uma rotina possível de ser seguida;

    • Ter pausas para se movimentar.


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    Katia explica ainda que é possível usar certos sons para disfarçar barulhos do ambiente. Os ruídos brancos são um exemplo, com pesquisas científicas que demonstram seus efeitos no corpo humano. De acordo com uma pesquisa também publicada na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, o som consistente e com intensidades iguais do espectro audível pode ser capaz de reduzir fatores de distração no ambiente.






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    Já o ruído marrom tem predominância de faixas graves mais baixas, mas ainda possíveis de serem captadas pelo ouvido, “mascarando” estímulos alheios ao indivíduo.





    Além disso, é essencial evitar a sobrecarga do sistema auditivo. A especialista recomenda ouvir o som escolhido em volumes baixos, fazer pausas e não ficar com os fones de ouvido por muito tempo.



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