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Goiânia,22/04/2026

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    LiveBC: Relatório de Cidadania Financeira 2025 mostra que mais de 96% dos brasileiros têm conta bancária ou de pagamento

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    LiveBC: Relatório de Cidadania Financeira 2025 mostra que mais de 96% dos brasileiros têm conta bancária ou de pagamento

    Na LiveBC transmitida em 13 de abril, Izabela Correa, Diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central (BC), e Luis Gustavo Mansur Siqueira, Chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira, comentaram o recém-lançado Relatório de Cidadania Financeira 2025​, que mapeia a cidadania financeira no Brasil com foco na baixa renda e traz um recorte de uso do crédito por gênero e raça no Brasil. Confira abaixo os principais pontos do programa e assista à 50ª LiveBC na íntegra aqui

    Izabela explicou no programa que o RCF se estrutura em quatro pilares fundamentais da cidadania financeira: inclusão, proteção, educação e participação, trazendo nesta edição um debate global sobre o bem-estar financeiro, pauta alinhada a organismos como o G20 e a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).  

    "O relatório de cidadania financeira aborda a relação dos cidadãos e consumidores financeiros com o Sistema Financeiro Nacional. Além dos debates sobre inclusão, educação e proteção, trazemos nesta edição informações inéditas sobre gênero e raça, e um debate global bastante interessante sobre o bem-estar financeiro", destacou a diretora. 

    Segundo Mansur, um dos marcos mostrados no relatório é o fato de o Brasil ter atingido 96% da população adulta com conta bancária, nível comparável ao de países desenvolvidos. Esse avanço, contou, é fruto de políticas públicas de longo prazo e da inovação tecnológica, com destaque para o Pix, que universalizou o uso efetivo das contas e trouxe para o sistema quem antes estava excluído. O desafio agora, completou Izabela, é a "última milha": os 4% dos brasileiros que ainda não mantêm relacionamentos com instituições financeira e os usuários inativos, majoritariamente homens, idosos e residentes do Norte e Nordeste.

    Ao destacar que o Brasil figura entre os países mais bancarizados do mundo, Luis Mansur comentou que não existe um segredo único para chegar a esse resultado, mas uma combinação de políticas acertadas e inovação. “O Pix foi o divisor de águas no uso do sistema bancário.” Segundo ele, o propósito do Banco Central é olhar a qualidade dessa inclusão. “Vamos focar em educação e proteção para garantir o bem-estar da população", afirmou o chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira.

    Izabela Correa também disse que o RCF 2025 acende um alerta sobre a qualidade do crédito. Embora o acesso tenha crescido, com 117 milhões de pessoas com operações ativas, cerca de 53 milhões utilizam modalidades de juros altos, como o rotativo do cartão e o parcelado com juros. Alertou, ainda, Mansur: "Muitas vezes, o cidadão só percebe que tem uma dívida quando deixa de pagar. É preciso trabalhar para que essas linhas emergenciais não sejam usadas como parte do salário".

    Recorte de raça e gênero
    Pela primeira vez, o RCF mapeou o uso do crédito por gênero e raça. O documento mostra que os homens utilizam mais o financiamento de veículos e o cheque especial. Já a mulher utiliza mais o rotativo e o parcelamento com juros do cartão de crédito, que possuem as maiores taxas de juros do mercado.

    “Os achados do RCF levantam novas perguntas para explorarmos e avançarmos no tema. A análise por gênero e raça mostra diferenças na composição das operações de crédito [dos diferentes recortes], o que reflete nas taxas de juros observadas e suscita atenção sob as perspectivas da oferta e da demanda”, aponta a Diretora Izabela.

    Na população de baixa renda, segundo o levantamento, mulheres pagam mais boletos que homens, mas os boletos pagos pelos homens são de valor maior. “Uma hipótese aqui é que os homens pagam o boleto dos financiamentos de veículos por exemplo, o que os coloca em vantagem em termos da qualidade dos gastos com os quais se comprometem. As mulheres, majoritariamente responsáveis pela gestão rotineira da casa, ficam envolvidas com dívidas de consumo que não resultam em construção de patrimônio para elas”, disse Mansur.  

    O relatório mostra ainda que as mulheres negras usam o rotativo do cartão ainda mais que a mulheres brancas. Como um efeito combinado de perfil de uso do crédito, as mulheres negras são o grupo da população que paga as mais altas taxas de juros. 

    O Chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira afirmou que, em compensação, a mulher negra foi quem mais utilizou as linhas de microcrédito produtivo, que possuem taxas mais baixas, parecidas com as do crédito consignado. “Porém, para as mulheres negras, a participação do rotativo e parcelado ainda é muito maior, 23% do total do crédito contratado, do que a participação de 4% do microcrédito”, enfatizou. “Todas essas informações visibilizam diferenças que orientarão pesquisas futuras e podem subsidiar os formuladores de políticas públicas", emendou a Diretora Izabela.

    Ao fim do programa, a dupla acrescentou que o relatório também aborda temas como o endividamento excessivo e o crescimento de golpes, reforçando a necessidade de proteção, supervisão e educação financeira contínua, destacando o papel da educação financeira provida pelas próprias instituições financeiras aos seus clientes.

    Clique para acessar o Relatório de Cidadania Financeira (RCF) 2025.




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