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Goiânia,22/04/2026

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    Na Bahia, indígenas Tupinambá Kaa fortalecem cultura e luta por território em ação educativa

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    Na Bahia, indígenas Tupinambá Kaa fortalecem cultura e luta por território em ação educativa

    Na véspera do Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, a comunidade indígena Tupinambá Kaa, da Aldeia Tekoá, localizada em Massarandupió, no município de Entre Rios, Litoral Norte da Bahia, promoveu uma atividade educativa no Castelo Garcia D’Ávila, em Praia do Forte, Mata de São João.





    A ação reuniu estudantes de escolas públicas de Camaçari, educadores e visitantes, e destacou a importância da valorização dos povos originários, especialmente em territórios historicamente atravessados por desigualdades que também impactam comunidades periféricas e tradicionais.





    O encontro foi marcado por manifestações culturais como o Toré, ritual ancestral com cânticos e danças que reverenciam a natureza e os encantados, além de pintura corporal, exposição de artesanato e instrumentos musicais. A programação também incluiu uma roda de conversa sobre a presença histórica dos povos Tupinambá na Bahia e os desafios enfrentados na luta pela terra.





    A atividade reforça o processo de retomada territorial da comunidade Tupinambá Kaa, que busca garantir não apenas o direito à terra, mas também a preservação de práticas culturais, espirituais e vínculos familiares. Em um cenário onde povos indígenas e populações de periferia enfrentam apagamentos históricos, iniciativas como essa se tornam fundamentais para fortalecer identidades e promover justiça social.









    “A população precisa conhecer a verdadeira história da ocupação deste território. Os povos originários já estavam aqui, com milhões de pessoas, culturas e línguas diversas. Nossas terras foram usurpadas, mas seguimos resistindo para contar o que não está nos livros”, afirmou o cacique Goby Boré.





    A Aldeia Tekoá Tupinambá Kaa, também conhecida como Portal Tupinambá, é uma comunidade multiétnica de retomada que reúne povos como Tupinambá, Kariri-Xocó, Fulni-ô e Fulkaxó. Criada em 2014, a iniciativa atua na preservação cultural e no fortalecimento da economia comunitária por meio do turismo étnico, ecoturismo e atividades de educação ambiental.





    Desde 2020, a associação da aldeia organiza as ações da comunidade, com forte participação de mulheres e jovens na produção de artesanato, instrumentos musicais, cocares e produtos à base de ervas medicinais. Essas atividades geram renda e ampliam a autonomia local, dialogando diretamente com estratégias de desenvolvimento sustentável em territórios tradicionais e periféricos.





    Instalada em uma área de Mata Atlântica secundária, às margens do Rio Timbituba, a aldeia conta com estrutura para receber visitantes, incluindo espaços para vivências culturais, produção e comercialização de artesanato, além de alojamentos voltados ao turismo de base comunitária. O território também abriga práticas espirituais e coletivas, como o terreiro para realização do Toré e uma oca destinada à convivência e alimentação tradicional.





    Mais do que uma atividade cultural, o encontro no Litoral Norte da Bahia reafirma a resistência dos povos indígenas e a urgência de políticas que garantam seus direitos, visibilidade e permanência em seus territórios — uma pauta que dialoga diretamente com as lutas das periferias e favelas por reconhecimento, dignidade e acesso à terra.


    O post Na Bahia, indígenas Tupinambá Kaa fortalecem cultura e luta por território em ação educativa apareceu primeiro em ANF - Agência de Notícias das Favelas.




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