Festival do Cambuci exalta gastronomia e cultura no interior paulista


Para Cinthia Coelho, CEO da Eventos Paranapiacaba Oficial, que patrocina o festival, será uma oportunidade de o público participar de uma imersão gastronômica com o cambuci. No Antigo Mercado, os visitantes podem experimentar sucos, licores, sorvetes, molhos e muitos outros produtos feitos com a fruta. O festival prossegue nos dias 25 e 26 de abril.
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“Todos os 21 expositores vivem do cambuci, exploram o cambuci. No artesanato, tem pessoas da região do Grande ABC, de São Paulo, mas todos são pequenos produtores. Não existe uma grande empresa,” explicou Cinthia.
Além de movimentar o turismo e a economia local, o festival busca preservar a história do cambuci e do próprio evento. No Cine Lyra, o segundo cinema do Brasil, uma exposição especial reúne fotos das primeiras edições do festival. Já na Casa Multiuso, visitantes podem conhecer a história da fruta e sua importância cultural e ambiental.
Apresentações musicais também fazem parte da programação. Tocam no festival o DJ Rodrigo Branco, com um set repleto de brasilidades, e covers de Rita Lee, Raul Seixas e Elvis Presley. No último dia do evento, haverá uma premiação no palco do Antigo Mercado, destacando os melhores pratos à base de cambuci.
Um problema de apoio financeiro
O Festival do Cambuci nasceu de um projeto da prefeitura de Paranapiacaba para resgatar a gastronomia, a história e a tradição da cidade. Uma associação de pequenos produtores foi formada para que pudessem vender os produtos à base da fruta.
Com o passar do tempo, o festival começou a crescer, ao ponto de integrar a Rota do Cambuci. O percurso gastronômico une cidades produtoras da fruta, como Santo André, São Bernardo e São Paulo.
Nos últimos três anos, contudo, a prefeitura parou de destinar verba para o evento. O único apoio oferecido foi a disponibilização do espaço sem cobrar licença. Isso culminou na quase extinção do festival.
“Quando a associação não teve mais ajuda, eles não conseguiriam fazer o evento. O evento tem custos com banda, estrutura e divulgação e eles não teriam condições de se manter, por serem microempreendedores”, explicou Cinthia.
A solução encontrada foi procurar um patrocinador privado que pudesse custear a realização do evento. A Eventos Paranapiacaba Oficial se ofereceu para apoiar o festival.
“A gente se uniu para manter essa história viva. [...] São microempreendedores que estão alavancando a cultura local. São 21 famílias que tiram seus sustentos dali. Isso não pode morrer”, disse a CEO.
*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior



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