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Goiânia,07/04/2026

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    Project Maven: como a IA tem ajudado os EUA nos ataques contra o Irã?

    tecmundo.com.br
    Project Maven: como a IA tem ajudado os EUA nos ataques contra o Irã?

    Os Estados Unidos estão usando um programa de inteligência artificial para aprimorar os ataques lançados contra o Irã, obtendo vantagens estratégicas importantes na guerra moderna. Trata-se do Project Maven, lançado em 2017 e que passou por mudanças recentemente.

    Em entrevista à CNBC no mês passado, o CEO da Palantir, Alex Karp, confirmou a utilização da tecnologia pelo Pentágono nos conflitos do Oriente Médio. A empresa é, agora, a responsável pela iniciativa, após o Google deixar o projeto que ajudou a desenvolver.

    Como funciona o Project Maven?

    Criado com o objetivo de auxiliar analistas militares na interpretação de dados fornecidos por satélites, drones e sensores, o programa de IA recebeu melhorias e está mais avançado. Atualmente, também funciona como um gerenciador de alvos e das missões.

    • Reunindo os dados coletados por diferentes meios, o sistema inteligente cria uma versão virtual do campo de batalha;
    • Analisando os detalhes em tempo real, é capaz de identificar movimentos suspeitos e transformá-los em possíveis alvos, classificando-os por tipo;
    • Também fornece sugestões de ataques com base nos dados, para que o operador escolha a mais adequada para o caso;
    • Em seguida, o comandante toma a decisão e gerencia a campanha pela interface do próprio Project Maven, acompanhando a execução das ações.

    The Pentagon's top AI officer live demoed the software the United States military is using right now to select and destroy targets inside Iran.

    Cameron Stanley is the Department of War's Chief Digital and Artificial Intelligence Officer and he personally built Project Maven back… https://t.co/ejYyTalYBx pic.twitter.com/C3PzvdttHK

    — StockMarket.News (@_Investinq) March 13, 2026

    Durante uma demonstração do sistema, o diretor de IA do Departamento de Guerra dos EUA, Cameron Stanley, afirmou que a ferramenta substituiu de oito a nove programas usados nesse trabalho. Além disso, reduziu a equipe de agentes de 2.000 pessoas para apenas 20.

    O Maven é alimentado pela IA Claude, mesmo depois da proibição pelo governo Trump, em um impasse quanto ao uso militar da tecnologia. OpenAI, xAI e o Google, o último após mudanças em suas políticas, negociam com a Casa Branca para substituir o bot da Anthropic.

    E os resultados?

    Não se sabe quais foram os resultados do uso da IA que reduz o trabalho de horas para minutos nos ataques ao Irã, pois o Pentágono não comentou sobre a presença da tecnologia nas ofensivas. A Palantir também se recusou a fornecer detalhes.

    Mas como relata a AFP, é possível que o recurso tecnológico tenha aprimorado as campanhas dos EUA na região. A especulação se baseia no ritmo de ataques do país, mirando entre 300 a 500 alvos por dia, possivelmente devido à IA.

    O Project Maven teria sido usado, ainda, na operação de captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início do ano, conforme o The Wall Street Journal.

    Siga no TecMundo e relembre os motivos que levaram o Google a abandonar o projeto em 2018.




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