Qual é o certo: freiada ou freada?
Você está conversando com os amigos sobre uma viagem de carro e alguém comenta: “O motorista deu uma freiada brusca”. A frase soa natural para muita gente, mas será que está correta?
A resposta simples é: não. A forma certa é “freada”, que vem do verbo “frear“, segundo o Dicionário Online de Português.
Mas por que tanta gente fala “freiada”? A confusão acontece porque a palavra “freio” possui a letra “i”. Além disso, ao conjugar o verbo no presente do indicativo, o “i” aparece naturalmente:
- Eu freio.
- Tu freias.
- Ele freia.
- Eles freiam.
No entanto, isso não significa que o verbo seja “freiar“. O infinitivo continua sendo “frear“, e é dele que surge o substantivo “freada“.
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De onde vem a palavra “freada”?
A origem está no latim “frenare“, que significava “conter”, “refrear” ou “parar por meio de um freio”. Com o passar dos séculos, o termo evoluiu para o português e deu origem a palavras como “freio”, “frear” e, consequentemente, “freada”.
Exemplos de frases com a palavra “freada”
- O motorista deu uma freada brusca para evitar o acidente.
- A bicicleta precisou de uma freada rápida na descida.
- A chuva obrigou os carros a reduzirem a velocidade com uma freada cuidadosa.
- O piloto calculou o momento exato da freada antes da curva.
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Freadas na imprensa
Se ainda restava alguma dúvida sobre a grafia correta, basta dar uma olhada em reportagens publicadas por grandes veículos de comunicação. Em contextos que vão de segurança no trânsito à tecnologia, a palavra “freada” aparece com frequência na imprensa. Veja dois grandes exemplos.
G1: “Uma freada brusca em cima da hora pode se transformar em um dado que a tecnologia consegue ler. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza cerca de 1,35 milhão de mortes no mundo, por ano, em acidentes de trânsito, a inteligência artificial pode ser aliada na busca justamente de ‘quase acidentes’ para reverter esse cenário.”
VEJA: ” Segundo dados da Onisys, produto de prevenção de acidentes da nstech, os principais desvios críticos encontrados são: excesso de velocidade, RPM excedido, aceleração brusca em curva ou arrancada brusca, freada brusca, fadiga (sinais de cansaço, bocejo e sonolência), distração, não uso de cinto de segurança, mão fora do volante, objetos soltos na cabine, uso de celular e interação com objetos.”
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