Lesões no joelho exigem atenção para evitar limitações na rotina
Com o início da Copa do Mundo nesta quinta-feira (11/06), as lesões no joelho voltam a ganhar destaque. Além de afastarem atletas das competições, esses problemas também afetam milhares de pessoas no dia a dia, comprometendo a mobilidade, a independência funcional e a qualidade de vida.
Referência em reabilitação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) alerta para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para evitar o agravamento dos quadros.
Rupturas ligamentares, lesões de menisco e desgaste da cartilagem estão entre os problemas mais comuns. Embora sejam frequentemente associados ao esporte de alto rendimento, esses quadros também podem surgir durante atividades físicas recreativas, no ambiente de trabalho ou em situações rotineiras.
Quais são os sinais de lesões no joelho?
Dor, inchaço, sensação de instabilidade e dificuldade para caminhar ou realizar movimentos simples estão entre os principais sintomas das lesões no joelho. Em muitos casos, os problemas afetam não apenas a prática esportiva, mas também atividades cotidianas.
Segundo o coordenador médico do Centro Cirúrgico do Crer, Henrique do Carmo, ignorar os primeiros sinais pode comprometer a recuperação.
“Durante a Copa, vemos muitos atletas sendo afastados das partidas por lesões no joelho, principalmente rupturas ligamentares e lesões de menisco. Mas esse não é um problema exclusivo dos esportistas. Essas lesões também podem ocorrer durante atividades físicas recreativas, no ambiente de trabalho ou até mesmo em situações rotineiras. O mais importante é não ignorar os sinais. Dor persistente, inchaço, sensação de instabilidade ou dificuldade para se movimentar merecem avaliação médica para evitar o agravamento do quadro”, explica.
Reabilitação é etapa fundamental do tratamento
No Crer, pacientes com lesões ortopédicas recebem acompanhamento especializado desde o diagnóstico até a reabilitação. O tratamento é definido conforme as necessidades de cada paciente e pode incluir abordagens conservadoras ou cirúrgicas, associadas a programas voltados para recuperação da mobilidade e fortalecimento muscular.
De acordo com o especialista, a reabilitação é indispensável para restaurar a função da articulação e reduzir o risco de novos problemas.
“O tratamento não termina quando a dor melhora ou quando o procedimento cirúrgico é realizado. A reabilitação é fundamental para recuperar a função da articulação, restaurar a força muscular, melhorar a estabilidade do joelho e permitir que o paciente retorne às suas atividades com mais segurança e qualidade de vida”, destaca.
A orientação é procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores serão as chances de recuperação e menores os riscos de complicações futuras.
Se para um atleta uma lesão pode representar a perda de uma competição importante, para a população em geral ela pode significar limitações que impactam diretamente a rotina. Por isso, além de acompanhar os jogos da Copa do Mundo, vale lembrar que cuidar da saúde dos joelhos também é essencial para preservar autonomia, bem-estar e qualidade de vida.
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