Qual é o certo: desruptivo ou disruptivo?
Você provavelmente já ouviu alguém falar que uma ideia, uma tecnologia ou até uma pessoa é “desruptiva” ou “disruptiva”. O termo aparece bastante em reportagens, no mundo dos negócios, na tecnologia e até em debates sobre educação. Mas aí surge a dúvida: afinal, qual é a grafia correta?
Antes de tudo, vale entender o significado da palavra. É um adjetivo usado para definir algo que provoca uma grande transformação, quebra padrões antigos ou muda completamente a forma como algo funciona. É aquela inovação que chega “virando o jogo”.
A forma correta é “disruptivo”, com “i” depois do “d”, segundo os dicionários Michaelis e Aulete. A palavra “desruptivo” não é reconhecida pela norma padrão da Língua Portuguesa. O erro acontece porque muita gente associa o começo da palavra ao prefixo “des-”, presente em termos como “desfazer”, “desligar” e “desconectar”. Mas esse não é o caso aqui.
De onde vem a palavra “disruptivo”?
“Disruptivo” vem do inglês “disruptive”, derivado do verbo “to disrupt”, que significa interromper, romper ou quebrar um padrão. O inglês, por sua vez, herdou a palavra do latim “disrumpere”: “dis-“=separação, “rumpere”=romper, quebrar. Ou seja: a ideia central da palavra sempre esteve ligada a romper estruturas ou causar uma quebra.
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Exemplos de uso no dia a dia
- A inteligência artificial trouxe mudanças disruptivas para o mercado de trabalho.
- O aplicativo criou um modelo disruptivo de transporte urbano.
- A escola adotou métodos disruptivos de aprendizagem.
- A startup ficou famosa por desenvolver soluções disruptivas na área da saúde.
- O professor apresentou uma proposta disruptiva para o ensino de matemática.
Como é na imprensa?
O termo aparece com frequência em reportagens sobre tecnologia, comportamento, saúde e economia.
Veja alguns exemplos publicados pela “Folha de S. Paulo”:
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“Bill Gates, cofundador da Microsoft, disse que em um mundo de IA as pessoas não serão necessárias para ‘a maioria das coisas’. Sam Altman, chefe da OpenAI, percebeu que exaltar o poder disruptivo da tecnologia está provocando uma reação negativa e agora fala de ‘ferramentas para ampliar e elevar as pessoas, não entidades para substituí-las’. Mas nem ele resistiu a mencionar ‘disrupção/transição significativa à medida que mudamos para novos empregos'”.
“A pandemia de Covid representou um marco disruptivo. Estudos internacionais apontam aumento substancial na prevalência de ansiedade, depressão, transtornos do sono e sofrimento psíquico em geral”.
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