Criadores de Dispatch falam sobre sequência e importância do Brasil para o game
O sucesso de Dispatch parece ter aberto portas para o futuro da franquia. Durante a gamescom latam 2026, Nick Herman, diretor do jogo e cofundador da AdHoc Studio, comentou sobre a possibilidade de novos conteúdos e uma continuação do projeto — embora tenha evitado revelar detalhes concretos.
Em entrevista ao Voxel, Herman explicou que o estúdio já pensava em um futuro maior para o universo de Dispatch enquanto o primeiro game ainda estava em desenvolvimento. Segundo ele, a boa recepção do público acabou mudando os planos internos da equipe, que agora consegue considerar novas histórias e personagens dentro desse universo.
Além disso, a conversa também destacou a forte relação entre o jogo e o Brasil. O país não apenas aparece entre os mercados mais engajados de Dispatch, como também conta com participação direta no desenvolvimento do game graças ao brasileiro Charles Marcolim, lead game designer da AdHoc Studio.
Criadores de Dispatch sugerem planos para sequência
Ao falar sobre uma possível continuação, Nick Herman manteve o mistério, mas deixou claro que existem ideias sendo discutidas internamente. “Se eu falar sobre o que gostaria de explorar, basicamente estarei contando o que vai acontecer”, brincou o diretor.

Segundo ele, Dispatch já nasceu com uma visão de longo prazo, mas o estúdio não imaginava que teria a oportunidade de expandir o projeto tão cedo. Agora, com a recepção positiva do público, a equipe vê potencial para continuar desenvolvendo personagens e histórias do universo do jogo.
Herman também comentou que o time ainda está descobrindo até onde consegue levar a franquia. “Existe muita oportunidade e muitos personagens que queremos continuar explorando”, afirmou.
Brasileiro ajudou a moldar identidade do game
Outro destaque da entrevista foi a presença de Charles Marcolim na equipe da AdHoc Studio. O brasileiro atua como lead game designer de Dispatch e revelou que participou diretamente da adaptação do jogo para o português brasileiro, ajudando a corrigir traduções que não faziam sentido culturalmente.
Durante a conversa, Herman chegou a brincar que Charles “salvou” diversas localizações problemáticas antes do lançamento. Um dos exemplos citados foi o personagem Blonde Lazer, inicialmente traduzido como “Loira Flamejante”. Segundo Marcolim, o nome acabou ajustado para “Loira Luminar”, que fazia mais sentido dentro da proposta da personagem.

Outro caso mencionado é o Golpe Baixo, que quase chegou ao Brasil como “Punho de Ferro”, mas teve o nome alterado após sugestões do brasileiro para o time de localização. “Tinha muita coisa que precisava desse ajuste cultural”, explicou o designer brasileiro.
Brasil está entre os países mais importantes para Dispatch
Nick Herman também revelou que o Brasil se tornou um dos mercados mais relevantes para o jogo. Segundo ele, os jogadores brasileiros estão entre os grupos mais engajados da comunidade de Dispatch atualmente.
“O Brasil está no nosso top 10 de concentração de fãs”, contou o diretor. “A gente sente muito esse carinho aqui na gamescom latam. Queríamos retribuir aos fãs brasileiros da mesma forma que eles apoiaram o jogo.”
Charles reforçou que o entusiasmo do público brasileiro chamou atenção de toda a equipe, citando desde cosplays até o apoio da imprensa e da comunidade nas redes sociais. Ele também destacou que há vários desenvolvedores brasileiros trabalhando na AdHoc Studio atualmente, o que levantou a possibilidade de uma participação maior do país no jogo futuramente.
Dispatch pode ganhar herói brasileiro no futuro
Questionados sobre a possibilidade de incluir um herói brasileiro em Dispatch, os desenvolvedores não descartaram a ideia. Marcolim revelou que já existe um personagem brasileiro no jogo — um segurança chamado Ronaldo — mas sugeriu que o universo da franquia pode ir ainda mais longe no futuro.
Segundo ele, a equipe criativa trabalha constantemente em novos heróis, poderes e conceitos, sem limitar a ambientação a países específicos. “Podemos ir para qualquer lugar. Então, tenho certeza de que em algum momento vamos parar no Brasil”, comentou.
Além da franquia Dispatch, a AdHoc Studio também afirmou que pretende continuar explorando jogos focados em narrativa e personagens, independentemente do gênero escolhido para os próximos projetos. Ou seja, além da série que mistura Marvel com The Office, podemos esperar novos jogos no futuro com outras temáticas.
"A AdHoc se concentra nos personagens e na narrativa. Para onde quer que a história nos leve, estaremos lá para contar histórias interessantes", explica o desenvolvedor brasileiro. “Não importa se é sobre heróis, snowboard, boxe ou qualquer outra coisa, sabe, teremos histórias interessantes.”
Dispatch já está disponível para jogar no PC, PS5, Xbox Series S/X e Nintendo Switch.



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