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Goiânia,18/05/2026

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    12 gírias que seus pais ou avós usavam e hoje saíram de moda

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    12 gírias que seus pais ou avós usavam e hoje saíram de moda

    Você provavelmente já ouviu alguém mais velho soltar um “supimpa!”, ou dizer que algo diferente é “transado“, ou ainda compartilhar que não entendeu “bulhufas” do que foi dito. E, provavelmente, se sentiu escutando outro idioma. A verdade é que a língua vive em constante transformação, e as gírias são um dos maiores exemplos disso: é bem improvável, por exemplo, que seus pais falem “farmar aura”, “ficar gag” ou “tankar”. Algumas expressões fazem sucesso durante anos, dominam conversas, novelas, rodas de amigos… e depois desaparecerem quase completamente.


    As gírias funcionam como marcações de uma época. São palavras e expressões que, com o tempo, vão se tornando obsoletas, estranhas, até serem deixadas de lado pelas novas gerações — provavelmente por acharem ser “coisa de velho”. Simultaneamente, novas gírias surgem e o ciclo recomeça. Este, especialmente acelerado nos tempos de redes sociais e globalização (já reparou como várias gírias atuais são empréstimos do inglês?).





    + ‘Terrir’ e outras palavras que podem entrar para a Língua Portuguesa


    Mas, afinal, o que é gíria?


    As gírias são expressões criadas em interações sociais, normalmente ligadas à oralidade e informalidade. Podem ser oriundas de recortes sociais específicos, como comunidades minoritárias, profissionais de determinadas áreas ou até influenciadores digitais.


    Parte do que faz as gírias serem gírias é a sua curta duração. Muitas delas sobrevivem apenas por um período e depois caem em desuso, sendo substituídas por novas expressões. É por isso que cada geração acaba tendo seu próprio “dicionário informal”.


    Confira a seguir 12 gírias antigas que já fizeram sucesso no Brasil e que hoje parecem saídas diretamente de uma máquina do tempo.



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    + 9 palavras da Língua Portuguesa que mudaram de significado ao longo do tempo


    1. Supimpa


    Se algo era muito bom, incrível ou excelente, dava para resumir tudo em uma única palavra: “supimpa”. A expressão fez muito sucesso entre as décadas de 1950 e 1980 e transmitia entusiasmo de um jeito quase exageradamente simpático. Hoje, usar “supimpa” soa irônico ou nostálgico.


    2. Acabaxi


    Se alguém tinha um problema difícil de resolver, dizia que estava com um “abacaxi” nas mãos. A expressão virou sinônimo de situação complicada, dor de cabeça ou desafio enorme. A ideia vem da fruta em si: cheia de casca dura e difícil de descascar, como certos problemas da vida.


    3. Marcar touca


    Essa expressão significa perder uma oportunidade, vacilar ou “dar mole”. Ela ficou bastante popular entre jovens nas décadas de 1980 e 1990, especialmente em contextos esportivos. “Marcar touca” é o equivalente a “moscou”.


    4. Dar tábua


    “Dar tábua” significava rejeitar alguém, dispensar ou cortar uma aproximação — especialmente em contextos amorosos. Era o equivalente a levar um fora ou ser ignorado. A expressão ficou popular em décadas passadas e hoje soa como uma gíria bem típica de novela antiga ou conversa de gente mais velha.



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    5. Gamar


    Antes do “crush”, existia o “gamar”. Quem estava apaixonado dizia que estava “gamado” em alguém. A origem provavelmente veio do francês “gamer”, associado ao ato de se encantar ou ficar fascinado por alguém. A expressão foi muito usada entre os anos 1970 e 1980.


    6. Batuta


    Quando algo era muito bom, bem-feito ou de alta qualidade, era comum ouvir: “isso tá batuta!”. A gíria foi bastante usada no Brasil principalmente ao longo do século 20 e transmitia a ideia de aprovação e satisfação. Hoje, aparece mais em tom nostálgico ou brincalhão.


    7. Patota


    “Patota” era o nome dado a um grupo de amigos, uma turma que andava sempre junta. A palavra foi muito usada em décadas passadas e aparece bastante em histórias escolares ou lembranças da juventude. Hoje, pode soar antiga, mas ainda é facilmente compreendida.


    8. Bidu


    Quando alguém acertava um palpite ou parecia adivinhar alguma coisa, logo vinha o comentário: “você é um bidu!”. A expressão ganhou força por associação à ideia de esperteza e adivinhação nos anos de 1970. Curiosamente, muita gente também relaciona o termo ao famoso personagem Bidu, cachorro criado por Mauricio de Sousa, conhecido por sua inteligência nos quadrinhos da Turma da Mônica.


    9. Chato de galocha


    Esta é clássica! “Chato de galocha” significa uma pessoa extremamente inconveniente ou insuportável. A origem está nas galochas de borracha usadas antigamente em dias de chuva. Algumas pessoas entravam nas casas sem tirar o calçado enlameado, espalhando sujeira por todo lado.



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    10. Viajar na maionese


    Quem começa a imaginar coisas absurdas, desconectar da realidade ou falar sem sentido está “viajando na maionese”. A origem exata da expressão nunca foi confirmada. Uma das teorias diz que ela surgiu após uma viagem promocional de uma marca de maionese que nunca aconteceu. Outra hipótese relaciona a palavra “viajar” ao sentido de delirar, enquanto a maionese representaria uma mistura confusa de ideias.


    11. Tutu


    Antes do pix e do cartão, muita gente chamava dinheiro simplesmente de “tutu”. A gíria era usada de forma descontraída para falar de grana, pagamento ou salário. A origem não é totalmente certa, mas o termo se popularizou no português brasileiro como uma maneira bem informal e divertida de falar sobre dinheiro.


    12. Fogo na roupa


    Quando alguém era muito agitado, não parava quieto ou vivia aprontando, diziam que tinha “fogo na roupa”. A expressão passa a ideia de inquietação constante, como se a pessoa estivesse literalmente pegando fogo e não conseguisse ficar parada. Era comum em conversas familiares e descrições de crianças arteiras.


    Se hoje algumas dessas expressões parecem engraçadas ou antiquadas, é bem possível que muitas gírias atuais também soem estranhas daqui a algumas décadas. Imagine nossos filhos tentando entender o que é “delulu” ou “67”? A linguagem acompanha o comportamento, a cultura e até as redes sociais de cada geração.



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