5 autores latino-americanos que você precisa conhecer
A literatura latino-americana contemporânea pode render descobertas incríveis! Entre histórias de terror, romances intensos, mistérios policiais e críticas sociais afiadas, muitos autores da região vêm conquistando leitores no mundo inteiro e também podem ampliar bastante o seu repertório para vestibulares e redações.
Pensando nisso, o GUIA DO ESTUDANTE reuniu cinco escritores latino-americanos indicados por Tatiana Mascarenhas, professora de Literatura do Curso Anglo. As obras escolhidas mostram diferentes retratos da América Latina e provam que literatura também pode ser inquietante, brutal, emocionante e viciante ao mesmo tempo. Confira!
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1. Alia Trabucco Zerán
Nascida no Chile em 1983, Alia Trabucco Zerán é formada em Direito e mestre em Escrita Criativa. “A autora pertence à chamada ‘geração dos filhos’, autores que são filhos daqueles que viveram os anos da ditadura de Augusto Pinochet”, explica a professora Tatiana.
Seu romance de estreia, “A subtração”, trabalha de forma alegórica os traumas deixados pela ditadura chilena. Já em “As homicidas”, a escritora analisa casos reais de mulheres assassinas e discute como o machismo influenciou a cobertura da imprensa e os julgamentos. Mais recentemente, lançou “Limpa”, obra que acompanha a rotina exaustiva de uma trabalhadora doméstica e expõe desigualdades sociais profundas.
2. Fernanda Melchor
A mexicana Fernanda Melchor, nascida em 1982, virou um dos nomes mais comentados da literatura contemporânea graças ao impacto de “Temporada de furacões”. “O romance narra, em um verdadeiro frenesi, a vida de pessoas comuns atravessadas pela violência do tráfico de drogas e pelas transformações provocadas pela indústria petrolífera”, conta Tatiana. O livro ganhou adaptação da Netflix em 2023 e chamou atenção pelo estilo intenso e brutal da autora.
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Outro destaque é “Paradáis”, que acompanha a relação trágica entre dois jovens de classes sociais opostas. “A escrita crua, direta e visceral de Melchor atua como uma poderosa ferramenta de denúncia social, ajudando o leitor a enxergar e refletir sobre as duras realidades que existem às margens da sociedade”, complementa a professora.
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3. Leonardo Padura
Nascido em Cuba em 1955, Leonardo Padura é conhecido principalmente pelos romances policiais protagonizados pelo detetive Mario Conde. Mas sua consagração internacional veio com “O homem que amava os cachorros”. O livro acompanha, paralelamente, a trajetória de Leon Trotsky e de Ramón Mercader, responsável por seu assassinato, criando uma narrativa histórica cheia de tensão política.
“Padura reinventou o romance policial latino-americano ao fundir o mistério a um texto profundamente crítico das contradições sociais e dos impasses da sociedade cubana”, conta Tatiana. Nos livros do autor, investigar crimes significa também investigar corrupção, desigualdade, crise moral e poder político.
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4. Mariana Enriquez
A escritora nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1973. Seu primeiro livro, “Bajar es lo peor”, foi publicado quando ela tinha apenas 21 anos, o que a levou rapidamente à fama. Hoje, é considerada a autora argentina contemporânea de maior projeção internacional.
“Mariana inovou ao utilizar monstros, fantasmas e elementos sobrenaturais para abordar problemas reais das sociedades latino-americanas”, explica a educadora. Entre suas obras mais conhecidas estão os contos de “Os perigos de fumar na cama” (2009) e “As coisas que perdemos no fogo” (2016), seu maior sucesso.
“Em sua literatura, a autora mostra que o verdadeiro horror não vem de vampiros ou fantasmas, mas das ruas da cidade, da violência contra a mulher, das arbitrariedades da justiça e da desigualdade social. Além disso, em seus textos, os mortos e os ‘desaparecidos’ políticos retornam para assombrar os vivos, lembrando-nos de um passado que não pode ser esquecido”, analisa Tatiana.
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5. Pilar Quintana
Desde os primeiros livros, a escritora colombiana Pilar Quintana vem se consolidando como uma das vozes mais importantes da literatura latino-americana contemporânea. Suas histórias costumam retratar personagens atravessados pela solidão, pela violência e pelas pressões sociais, quase sempre em cenários dominados pela natureza.
Em “A cachorra”, o leitor acompanha Damaris, uma mulher que sofre por não conseguir engravidar e projeta seus desejos maternos em uma cadela adotada. Já “Os abismos” apresenta o olhar de uma menina sobre a relação conturbada da própria mãe com os padrões de felicidade impostos pela sociedade.
“Em suas histórias, Pilar Quintana discute sobretudo a maternidade e as expectativas em torno dos papéis femininos. Assim, integra um importante grupo de autoras latino-americanas que, por meio da ficção, têm problematizado as questões de gênero em seus países”, conclui a professora.
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