Nadella admite que Microsoft precisa 'reconquistar fãs' do Windows e Xbox
A Microsoft precisa "reconquistar fãs" do Windows, Xbox, Bing e Edge, admitiu o CEO da empresa, Satya Nadella. A declaração foi feita na conferência de apresentação do relatório financeiro do terceiro trimestre fiscal de 2026 (Q3 FY26), nesta quarta-feira (29).
"No que diz respeito ao nosso negócio voltado para o consumidor, estamos realizando o trabalho fundamental necessário para reconquistar fãs e fortalecer o engajamento no Windows, Xbox, Bing e Edge", disse o executivo. "No curto prazo, estamos focados nos fundamentos, priorizando a qualidade e atendendo melhor nossos principais usuários", continuou.
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O Windows 11 enfrenta uma crise de imagem. A percepção negativa sobre o sistema foi grande o suficiente para levar a Microsoft a anunciar esforços formais para reparar a plataforma. Mesmo com a marca fragilizada, o Windows está presente em 1,6 bilhão de dispositivos ativos mensalmente — número que inclui versões mais antigas, como o Windows 10. Números específicos do Windows 11 não foram divulgados.

Microsoft continua fazendo muito dinheiro
Apesar dos desafios com o público consumidor, a Microsoft segue registrando receitas expressivas. No relatório, a empresa destacou receita de US$ 82,9 bilhões no trimestre — 18% a mais do que o mesmo período do ano passado.
O destaque fica para os negócios em nuvem: a receita do Microsoft Cloud foi de US$ 54,5 bilhões, um aumento de 29% na comparação anual.
"Estamos focados em fornecer infraestrutura e soluções de nuvem e IA que capacitem todas as empresas a maximizar seus resultados na era da computação agêntica. Nosso negócio de IA ultrapassou a marca de US$ 37 bilhões em receita anual, um aumento de 123% em relação ao ano anterior", afirmou Nadella.
Outros destaques do período, todos em comparação anual:
- Receita da nuvem comercial do Microsoft 365: +19%;
- Receita da nuvem para consumidores do Microsoft 365: +33%;
- Receita do LinkedIn: +12%;
- Receita do Dynamics 365: +22%.
Nem tudo são flores
Em contrapartida, a Microsoft registrou queda em segmentos familiares ao público. A receita do Windows OEM (licenças pré-instaladas) e dispositivos recuou 2% na comparação anual; conteúdos e serviços da marca Xbox também retraíram 5%.
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