Google e Pentágono dos EUA negociam parceria para uso militar de IA, diz site
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos e o Google podem anunciar em breve uma aliança para a utilização de recursos de inteligência artificial (IA) no meio militar. A notícia foi publicada pelo site The Information.
De acordo com a matéria, a empresa dona da plataforma Gemini está em fase de negociação com o Pentágono para a implementação da tecnologia em missões sigilosas, porém dentro da lei. Procurada, a companhia não se manifestou até o momento sobre o caso.
As conversas não foram concluídas até momento porque o Google teria proposto cláusulas no contrato para impedir que a IA seja usada para tarefas como vigilância massiva de cidadãos estadunidenses ou controle autônomo de armas sem a supervisão humana.
Já o Pentágono informou em nota que segue implementando "recursos de IA de ponta para os combatentes por meio de parcerias sólidas com a indústria". Na atual administração de Donald Trump, o órgão trocou de nome extraoficialmente para Departamento de Guerra.
IAs e o meio militar dos EUA
O Pentágono está buscando cada vez mais formas de implementação de IA no meio militar a partir de mais de uma parceira comercial.
- Para além do Google, que ainda não fechou o acordo, o governo dos EUA também já utiliza recursos da OpenAI, dona do ChatGPT. A companhia aceitou um contrato depois que a parceria com a Anthropic foi desfeita;
- Na ocasião, a responsável pela IA Claude reclamou das tentativas do governo de acabar com as restrições para uso da IA para alimentação de armas autônomas e monitoramento doméstico. Por isso, Trump encerrou o contrato e ameaçou até implementar sanções contra a marca — que possivelmente teve os serviços usados nas operações de captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro;
- Entretanto, ela segue envolvida com o meio militar: o Pentágono está negociando novamente com a companhia, agora para a utilização do modelo de linguagem Mythos na cibersegurança da instituição.
O que é o Project Maven e como a IA tem ajudado os EUA nos ataques contra o Irã? Confira mais detalhes sobre o tema nesta matéria do TecMundo.



COMENTÁRIOS