Seja bem-vindo
Goiânia,04/04/2026

    • A +
    • A -

    Documentário celebra legado de Letieres Leite e sua atuação nas periferias de Salvador

    anf.org.br
    Documentário celebra legado de Letieres Leite e sua atuação nas periferias de Salvador

    O legado do maestro baiano Letieres Leite, um dos grandes nomes da música afro-brasileira, foi celebrado com emoção no lançamento do documentário “As Travessias de Letieres Leite”, dirigido por Iris de Oliveira e Day Sena. A exibição marcou o encerramento da 21ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, realizado em Salvador e Cachoeira, no Recôncavo Baiano.





    Com patrocínio do Banco do Brasil, do Governo do Estado e do Instituto Flávia Abubakir, o festival reuniu mais de 130 obras entre curtas e longas-metragens, ampliando o acesso a produções fora do circuito comercial e promovendo reflexões sobre o cenário do cinema no Brasil — uma pauta que também dialoga diretamente com o acesso à cultura nas periferias e favelas.





    A sessão especial aconteceu na última quarta-feira (1º), no Cine Glauber Rocha, em Salvador, e reuniu equipe de produção, músicos, ex-alunos do Coletivo Rumpilezzinho e representantes da cena cultural e política da cidade, como o escritor Clarindo Silva, da Cantina da Lua, e o vereador Silvio Humberto (PSB), presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal.





    Após a exibição, o público participou de um debate com as diretoras e acompanhou uma apresentação de músicos do Rumpilezzinho, grupo criado por Letieres como desdobramento de seu trabalho formativo com jovens. O maestro faleceu em 2021, aos 61 anos, vítima da Covid-19.









    Arte, educação e transformação social





    Mais do que músico, Letieres Leite construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a formação de jovens, especialmente nas periferias de Salvador e em cidades do Recôncavo Baiano. Seu trabalho como arte-educador impactou diretamente adolescentes de comunidades populares, por meio de iniciativas como o Coletivo Rumpilezzinho e projetos sociais desenvolvidos desde a década de 1990.





    Com uma carreira consolidada no Brasil e no exterior, o maestro atuou como arranjador, professor e diretor musical, colaborando com nomes como Lenine, Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Russo Passapusso e Maria Bethânia. Também esteve presente nos primórdios da axé music, trabalhando com artistas como Luiz Caldas, Daniela Mercury, Gerônimo, Ricardo Chaves e Banda Mel, além de parcerias com blocos afro como Olodum e Ilê Aiyê.





    No documentário, o cantor Gilberto Gil destaca a inovação da obra de Letieres, especialmente na criação da Orquestra Rumpilezz, que une elementos percussivos afro-brasileiros — inspirados nos atabaques do candomblé, como rum, pi e lé — ao jazz, criando uma sonoridade única e profundamente conectada às raízes culturais da Bahia.





    Autodidata, Letieres teve sua formação impulsionada por mestres da cultura popular, como Moa do Katendê, e desenvolveu pesquisas que resultaram no método Universo Percussivo Baiano (UPB), voltado para a valorização da música afro-brasileira na educação.





    Atualmente, o Instituto Rumpilezz segue ativo na preservação de sua memória e legado, promovendo concertos, oficinas e ensaios abertos ao público. As ações mantêm viva a essência do trabalho de Letieres: democratizar o acesso à cultura e fortalecer a identidade das periferias e favelas por meio da música.






    O post Documentário celebra legado de Letieres Leite e sua atuação nas periferias de Salvador apareceu primeiro em ANF - Agência de Notícias das Favelas.




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.