Câncer de próstata mata 50 homens por dia no Brasil; Pernambuco estima 2,6 mil novos casos
O Brasil registrou 18.469 mortes por câncer de próstata em 2025, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O total corresponde a uma média de mais de 50 óbitos por dia e representa um crescimento de aproximadamente 20% em comparação com 2017, quando foram contabilizadas cerca de 15,4 mil mortes pela doença.
Em Pernambuco, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de 2.640 novos casos de câncer de próstata em 2026. O número coloca a doença entre os principais desafios da saúde pública no estado e reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação, à avaliação médica e ao tratamento.
No Brasil, a previsão do INCA é de 77.920 novos diagnósticos por ano no triênio de 2026 a 2028. O câncer de próstata é o tipo mais frequente entre os homens, desconsiderados os tumores de pele não melanoma.
Um dos desafios para identificar a doença é a ausência de sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, os sinais podem incluir dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário, aumento da frequência de idas ao banheiro e presença de sangue na urina ou no sêmen. Esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições de saúde e precisam de avaliação profissional.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, as chances de cura podem chegar a 90% quando o câncer é identificado no início. A entidade recomenda que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para uma avaliação individualizada. Para homens negros, pessoas com obesidade e quem tem histórico familiar da doença, a orientação é antecipar essa avaliação para os 45 anos.
Acesso à informação e avaliação médica
O diagnóstico pode envolver o exame de sangue PSA, que identifica alterações nos níveis de uma proteína produzida pela próstata, e o toque retal, utilizado para avaliar possíveis alterações na glândula. Caso exista suspeita, o médico pode indicar outros exames, incluindo a biópsia.
O Ministério da Saúde, no entanto, não recomenda a realização de exames de rastreamento de forma indiscriminada em homens sem sintomas. A orientação é conversar com um profissional de saúde sobre os benefícios e os possíveis riscos dos exames antes de decidir pela investigação.
A idade, o histórico familiar e outros fatores individuais devem ser considerados nessa avaliação. Homens com sintomas devem procurar atendimento para investigar as possíveis causas.
A campanha Novembro Azul busca ampliar o debate sobre a saúde masculina e incentivar o acompanhamento médico. Para além da prevenção do câncer de próstata, a mobilização também chama atenção para a importância de incorporar os cuidados com a saúde à rotina dos homens.
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