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Goiânia,30/10/2026

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    Preocupação com bronquiolite e vírus sincicial cresce entre gestantes 

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    Preocupação com bronquiolite e vírus sincicial cresce entre gestantes 


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    A percepção sobre o vírus sincicial respiratório (VSR), a bronquiolite e a dinâmica de imunização vem avançando no país desde 2024, segundo pesquisa feita com gestantes em todos os estados.

    Os dados, coletados pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), a pedido da Pfizer, fornecedora da vacina para o SUS, indicam que houve avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação. O salto mais expressivo foi saber que é possível se vacinar contra a bronquiolite mesmo durante a gravidez.



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    No período, o percentual de gestantes que conhecem ou já ouviram falar sobre o vírus respiratório passou de 58% para 70%.

    A pesquisa ouviu 530 gestantes brasileiras, com idades entre 18 e 45 anos. Delas, 79% das entrevistadas apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema, enquanto apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.




    "Os dados regionais mostram que a conscientização avançou tanto no Sudeste quanto no Norte e Centro-Oeste, mas em pontos diferentes", afirmou a médica Adriana Ribeiro. 




    No Sudeste, o destaque é o conhecimento sobre o vírus. Hoje, 74% das gestantes dizem conhecer ou já ter ouvido falar do VSR, o que significa 21 pontos a mais que em 2024. segundo Adriana. A bronquiolite também passou a ser uma das doenças que mais preocupam, indo de 40% para 55%.



    Vacinação



    De acordo com Adriana, no Norte e Centro-Oeste do país, a percepção da doença subiu de 12% para 47%. Além disso, metade das gestantes das regiões já reconhece que a bronquiolite pode ser grave, o dobro de 2024.



    Segundo Ribeiro, a cobertura nacional entre gestantes está em torno de 84%, mas há estados abaixo de 80%, como São Paulo, Rio de Janeiro, e vários estados do Norte. Além disso, 46% das gestantes do Sudeste e 38% no Norte e Centro-Oeste ainda não sabem que existe prevenção contra o VSR disponível no SUS. "O pré-natal é o momento-chave para fechar essa lacuna", afirma a médica.



    A imunização para o VSR é relativamente recente, sendo autorizada no país desde 2024 e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2025. As bronquiolites infantis estão entre as principais causas de internação por infecção para crianças de menos de três anos e idosos. Surtos recentes, inclusive após a pandemia da Covid-19, têm preocupado famílias e gestores.



    A pesquisa demonstrou que a bronquiolite é percebida como a principal doença infectocontagiosa que preocupa as gestantes, sendo citada por 60% das entrevistadas, um aumento em relação aos 40% registrados em 2024. Em outra pergunta, notou-se que 46% entendem que a doença pode ser grave, com risco de hospitalização e morte, especialmente para bebês e idosos. 



    Os dados do Ipsos-Ipec indicam ainda que houve avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação. Em 2026, 72% das entrevistadas afirmam saber da existência de um calendário vacinal específico para gestantes, contra 58% em 2024.



    Ainda assim, 25% acreditam que devem seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à sua idade, não entendendo a dinâmica da imunização entre mãe e criança. Das pesquisadas, 31% ainda não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também podem contribuir para a proteção do bebê.



    "No Norte e Centro-Oeste, praticamente todas as gestantes já ouviram falar da bronquiolite. O que ainda está em construção é entender a relação entre o vírus e a doença, e a gravidade. No Sudeste, cresceu de 33% para 43% o número de gestantes que reconhecem o risco de internação e morte.



    No Norte e Centro-Oeste, 40% já associam a bronquiolite ao VSR, 11 pontos a mais que em 2024. Ou seja, ouvir falar da doença, conhecer o vírus e entender a relação entre os dois são etapas diferentes da conscientização", pondera Ribeiro.



    Houve avanço na indicação de vacinação pelos médicos: 88% afirmam ter recebido recomendação para se vacinar durante a gestação. Em 2024 eram 77%.



    Entre aquelas que receberam a indicação, 96% afirmam que seguem ou pretendem seguir a recomendação. Além disso, 71% relatam seguir integralmente as orientações recebidas durante o acompanhamento pré-natal.




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