Transparência absoluta, narrativas falsas, etarismo e a defesa da democracia
O cenário eleitoral brasileiro vive um momento decisivo, marcado por uma nítida assimetria de atitudes e de verdades perante a população. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um bombardeio contínuo de ataques infundados contra a sua honra. Em resposta, Lula tomou uma atitude drástica e exemplar de transparência para comprovar de forma inequívoca a sua licitude, a de suas empresas e de seus filhos: colocou à disposição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do STF a abertura voluntária de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Em tom de desafio direto à idoneidade da oposição, Lula intimou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo com as próprias contas, empresas e familiares, um desafio diante do qual o senador preferiu o silêncio, esquivando-se e omitindo explicações.
A omissão do adversário ganha contornos ainda mais preocupantes quando observados os fatos atípicos e as posturas reprováveis que cercam a sua candidatura. Durante o debate na TV Band, a postura de Flávio Bolsonaro chamou a atenção não apenas pela visível agitação, impaciência e pelas interrupções, mas também por insinuações e falas marcadas pelo etarismo, o preconceito e a discriminação por idade. Atacar a capacidade de uma liderança com base em sua faixa etária é uma afronta ao Estatuto da Pessoa Idosa, desrespeita milhões de aposentados e idosos do Brasil e revela a incapacidade da oposição de debater ideias com maturidade.
Para piorar o ambiente nos bastidores do mesmo debate, ocorreu o acionamento do esquadrão antibombas e de cães farejadores para inspecionar um veículo associado à comitiva do candidato, no qual foi detectada a presença de amônia. Trata-se de um composto químico amplamente reconhecido no meio criminal como insumo fundamental e indispensável para a manipulação, o refinamento e a fabricação da cocaína. Por que um acontecimento tão grave, ocorrendo nos bastidores de um confronto nacional, não recebe a devida apuração e o rigoroso escrutínio da opinião pública?
Para além do silêncio sobre seus próprios escândalos, a oposição aposta na desinformação e na manipulação. No próprio confronto na TV, Flávio Bolsonaro alegou de forma leviana que 73% dos presidiários teriam votado em Lula. É imperativo esclarecer à sociedade, em estrito cumprimento à Constituição Federal, que pessoas presas com condenação definitiva (com trânsito em julgado) têm seus direitos políticos suspensos e NÃO PODEM VOTAR.
O voto, na legislação brasileira, é facultado exclusivamente aos presos provisórios (que aguardam julgamento e mantêm a presunção de inocência) e aos jovens em medidas socioeducativas. Ademais, os dados distorcidos pela extrema-direita dizem respeito a pouquíssimas urnas de seções específicas instaladas em estabelecimentos penais, onde votam também policiais penais, agentes de segurança e mesários. Afirmar que “a população carcerária votou” é uma grosseira fabricação mentirosa.
Enquanto a oposição tenta cobrir seus mistérios com mentiras, ataques etaristas, acusações sem provas e fuga da transparência, o presidente Lula demonstra, com atitudes concretas, que quem não deve não teme. Abre seus dados à Justiça e ao povo, desafia os adversários a fazerem o mesmo e utiliza os debates para propor a continuidade do desenvolvimento soberano do Brasil, com combate à fome, valorização das aposentadorias, geração de empregos e justiça social.
A hora da reflexão do eleitor exige ponderação crítica. De um lado, está a transparência total, a dignidade, o respeito à sabedoria da terceira idade e a defesa do Estado Democrático de Direito; do outro, o etarismo, o silêncio diante das suspeitas, a mentira institucionalizada e a falta de coragem para prestar contas ao país. O futuro do Brasil depende da escolha do respeito à Constituição, aos direitos dos idosos e à verdade!
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