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Goiânia,20/10/2026

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    Tapete vermelho da democracia toma a orla de Salvador em ato histórico

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    Tapete vermelho da democracia toma a orla de Salvador em ato histórico

    A orla de Salvador foi tomada por uma multidão neste domingo (18), durante o Ato pela Democracia, que reuniu artistas, movimentos culturais e apoiadores da democracia em um grande cortejo entre Ondina e a Barra. Com roupas vermelhas, bandeiras, palavras de ordem e apresentações musicais, os participantes transformaram a Avenida Oceânica em um tapete vermelho de mobilização popular, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.





    Idealizado pela cantora Daniela Mercury, o ato teve concentração nas imediações do Clube Espanhol, em Ondina, e seguiu em direção ao Farol da Barra, acompanhando um trio elétrico. A mobilização reuniu nomes conhecidos da música brasileira e manifestações tradicionais da cultura baiana, aproximando a linguagem da festa popular de uma convocação política em defesa da democracia.





    Entre os artistas que participaram estavam Gilberto Gil, Daniela Mercury, BaianaSystem, Zélia Duncan, Liniker, Rachel Reis, Armandinho Macêdo, O Kanalha, Majur, Mariene de Castro e Ju Moraes. Também marcaram presença grupos e blocos culturais como Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Banda Didá e Cortejo Afro, referências da história e da resistência cultural afro-baiana.





    A cultura ocupa as ruas





    A presença dos artistas deu visibilidade nacional à mobilização, mas o ato também foi marcado pela participação popular. Pessoas vestidas de vermelho, com bandeiras e cartazes, acompanharam o percurso, enquanto o trio elétrico conduzia apresentações e manifestações políticas.





    O encerramento, na região do Farol da Barra, teve a participação do BaianaSystem. Durante a manifestação, Daniela Mercury destacou a importância de preservar a democracia e lembrou figuras históricas da resistência baiana, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, além de ressaltar a resistência dos povos indígenas.





    “Que as nossas diferenças ideológicas não façam a gente perder a democracia”, declarou a cantora.





    A fala reforçou uma das questões centrais do encontro: a defesa de um ambiente político em que a divergência não represente ameaça aos direitos, à liberdade de expressão e à participação popular.





    A dimensão da mobilização





    O tamanho do público chamou a atenção nas imagens que circularam durante e depois do evento. O BNews publicou uma estimativa de 500 mil participantes, atribuída à organização. Já o portal Taktá divulgou cerca de 350 mil pessoas, número atribuído à Polícia Militar da Bahia. Como os levantamentos apresentam estimativas diferentes, os números devem ser considerados com a identificação de suas respectivas fontes.





    Independentemente da divergência, as imagens da concentração em Ondina e do percurso até a Barra mostram uma ocupação expressiva de um dos espaços públicos mais conhecidos de Salvador.





    A escolha da orla também conferiu visibilidade à manifestação. Tradicionalmente associada ao lazer, ao turismo e ao Carnaval, a região foi transformada em espaço de expressão política, com a presença de diferentes gerações e segmentos ligados à música e à cultura.





    Democracia em disputa





    O ato ocorreu uma semana antes do segundo turno presidencial, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL). A mobilização teve posicionamento explícito de apoio à candidatura de Lula e integrou uma série de manifestações realizadas em diferentes cidades brasileiras.





    Em Salvador, a defesa da democracia apareceu associada à soberania nacional, à liberdade de expressão artística, à participação da sociedade e à proteção dos direitos sociais. A presença de artistas e grupos culturais baianos também evidenciou o papel da cultura como instrumento de mobilização e participação política.





    Mais do que um encontro musical, o cortejo levou para as ruas uma disputa sobre os rumos do país. Em um período decisivo do processo eleitoral, a ocupação da orla reafirmou o direito de manifestação e a importância da participação popular na construção da vida democrática.





    O tapete vermelho formado pela multidão deixou uma imagem marcante na paisagem de Salvador: a cultura e a mobilização coletiva ocupando o espaço público para expressar posições políticas e defender o direito de a sociedade decidir, pelo voto, os caminhos do Brasil.


    O post Tapete vermelho da democracia toma a orla de Salvador em ato histórico apareceu primeiro em ANF - Agência de Notícias das Favelas.




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