Seja bem-vindo
Goiânia,18/06/2026

    • A +
    • A -

    Crônica: Banidos

    anf.org.br
    Crônica: Banidos

    A uns vê-se crime perdido, como pecha ou casta, estirados em papelão ou restritos a marquises, encolhidos, cobrindo ou membros ou cabeça, ou ambos a mostra entre pústulas entre ruínas, ora recolhidos ora despidos, feridos pelos dedos, joelhos, boca com tal freqüência e continuação abertas como castigo ou penitência, ou contrição do que não houvera ocorrido, por infinda marcha até que não tivesse que arrepender nem lamentar ou qualquer suplício. Outros como assumissem a expiação se carregavam trôpegos ou desconjuntados pelos meios-fios como que viciados na corda bamba, entre rixas entre duelos ou cisões de grupo no território, por alumínio, por comida, ou algum código, que propriamente sobreviveria todos a fulvo solo do esquecimento. Ou metidos um após outro, enfileirados ou sem distinção de começo ou fim ou sexo, como ninho de camundongos amealhados ou prensados, em disputa com ambiente, num sono de óbito. À noite outros tocavam como coletores descalços com pés e pernas inchadas e rachadas e esforçando-as estendia e espremia por entre elas, a descer ou brilhar mistura confusa de líquido amarelo e fios de açoite no contato com os podres chorumes dos lixos, como quem é levado pelo saco, qual formigas arrastando acúmulos imensos das últimas horas. E outros apesar da sanidade, com um, dois ou mais anos no arrastão da rua desfazem, ou desatam ou quebram sem ter fisionomia nem imitação do que dantes foram.



    O post Crônica: Banidos apareceu primeiro em ANF - Agência de Notícias das Favelas.




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.