Razr Fold chegou atrasado, mas a Motorola acertou em quase tudo
Talvez a gente não pense muito nisso, mas é bem difícil acertar a primeira geração de um smartphone novo.
- Os modulares Moto Z e LG G5 tinham idéias ótimas, mas os módulos eram caros e o da LG até precisa reiniciar toda vez que você trocava de acessório;
- O primeiro Galaxy Z Fold tinha uma tela minúscula na parte externa e era muito pesado;
- E o primeiro Motorola Razr também não era um primor. O design era… esquisito, mas tentava resgatar o apelo nostálgico dos anos 2000.
O ponto é que com o Motorola Razr Fold o negócio é um pouco diferente. A Motorola deixa claro que aprendeu e muito desde 2019 (quando lançou o seu primeiro dobrável) e ele é o primeiro da marca com esse formato de livro. É um rival mais direto para o Galaxy Z Fold, sim, e ele acerta mais do que erra.
Design: nem tão diferente, nem tão igual
Esse formato “Fold” a gente já conhece e a Motorola seguiu os mesmos passos de outras marcas, como a Samsung. O Razr Fold é um aparelho mais alto e esticado, mas traz cantos bem arredondados. Na verdade, ele mescla essa sutileza com cantinhos mais afiados. É um toque bem bonito. Se você reparar, até a tela externa tem cantos levemente curvos e tudo aqui remete a um celular topo de linha.
Ele não é o dobrável mais fino e nem mais leve, inclusive o Z Fold 7 é bem mais confortável de levar no bolso e se parece mais, de forma geral, com um “celular comum”. Mas o fato dele ser 0,5 mm mais espesso quando está aberto não me incomoda. Só que o peso de mais de 240 gramas pode atrapalhar um pouco e é o que nos faz lembrar de que esse é um dobrável.
- Quando aberto: 144,46 × 160,05 × 4,55 mm
- Quando fechado: 160,05 × 73,6 × 9,89 mm
- Peso: 243 gramas

Isso vai parecer insanidade, mas eu gostei desse módulo gigantesco de câmeras. Ele é bem exagerado, mas pelo menos ajuda a formar essa identidade do celular e os sensores são bons. E ele nem fica balançando tanto sob a mesa, apesar do tamanho.
Outro detalhe é esse aspecto de aço escovado que a gente vê aqui nas câmeras e nas laterais. Nessa cor branca que eu testei, pelo menos, traz um aspecto bem legal e premium. Inclusive, essa parte lateral da dobradiça é feita de aço inoxidável.
A traseira do Razr Fold tem um material mais macio, seguindo a tendência de outros da linha Edge e até Moto G. Esse aqui é, para mim, o smartphone mais bonito que a Motorola tem hoje no mercado. E talvez até um dos dobráveis mais bonitos, também.
Outros detalhes que a gente tem no primeiro Razr Fold incluem o vidro Gorilla Glass Ceramic 3 na tela externa, mas também a certificação IP49 contra água e poeira. Esse último ponto poderia ser melhor quando a gente fala da classificação contra poeira.
As telas do Razr Fold
Eu falei rapidamente sobre ele mesclar cantinhos arredondados com áreas mais afiadas. As laterais dele têm uma leve inclinação para a parte de dentro, o que ajuda demais a abrir o aparelho e ver a parte mais importante: a telona dobrável.
Se você não tem o costume de usar dobráveis, pode confiar que esse é um dos mais fáceis de abrir.
E aqui entra o ponto que mostra a evolução da Motorola nos dobráveis: a dobradiça. Eles já tiveram aparelhos em que esse componente era mais “mole” e outros que até chegavam a “estalar” um pouco. Coisa que os times de engenharia superaram com o passar das gerações, isso é natural. Dito isso, o Razr Fold é muito firme e, ao mesmo tempo, suave.

Um negócio que me agrada bastante é que apesar de também ser um aparelho relativamente fino, ele não transparece alguma fragilidade.
Você pode deixar o aparelho em diversas posições e até tem um modo de visualização bem legal quando está em “descanso”, dobrado em “L”. Mas, se chegar muito perto, ele faz uma certa pressão para fechar rápido. Esse mesmo tipo de pressão você sente quando abre o aparelho por completo, sem precisar fazer muito esforço para deixar a tela plana.
Esses são detalhes que tornam a experiência desse dobrável uma coisa até mais cuidadosa por parte da Motorola.
Olhando especificamente para as telas, a gente tem displays muito completos:
- A externa tem 6,6 polegadas de tamanho, resolução Full HD+ (2520 x 1080p) e taxa de atualização de 165 Hz;
- Essa tela de fora tem os cantos levemente arredondados. Isso traz aquele aspecto bem bonitão, mas ainda me traz um certo receio. Esse formato costuma quebrar mais fácil do que as telas planas;
- A parte boa é que ela é larga o suficiente para digitar e usar todos os outros apps sem dificuldade;
- A interna tem 8,1 polegadas, é gigante. A resolução aqui sobe para 2K (2484 x 2232p), mas a taxa de atualização cai para 120 Hz;
- Ambos os displays têm HDR10+, Dolby Vision, tecnologia pOLED e um brilho bem agressivo: o pico é de 6.000 nits na tela externa e de 6.200 nits na interna;
- Apesar de não contar com acabamento antirreflexo, esse brilho ajuda demais a usá-lo na rua.
A Motorola não resolveu a questão do vinco na tela, é inevitável não vê-lo. Mas como o aparelho faz força para ficar realmente aberto (ou esticado), ele é menos perceptível. De qualquer forma, é muito provável que essa “valeta” que fica no meio da tela apareça com mais frequência depois de alguns meses de uso. Esse tem sido o comportamento padrão da indústria.
Mas só falar de todas essas specs não deixa muito claro o quão legal é usar esse Razr Fold. No geral, é uma experiência rica porque a Motorola aposta em boas tecnologias. O celular tem espaço o suficiente para você jogar com muita tranquilidade, mas também para ler ou assistir. Inclusive, é algo que fica lado a lado com o Galaxy Z Fold 7.
A multitarefa dele também me deixou bastante satisfeito, e olha que eu já vi ótimas sacadas para esse tipo de uso em outros dobráveis do tipo. A Motorola criou um padrão de uso para até três apps ao mesmo tempo que funciona extremamente bem.
- Nesse modo, os três apps não ocupam 1/3 da tela individualmente;

- Você consegue ver dois apps em janelas completas, enquanto o terceiro fica no cantinho. Se tocar nele, o último app é “empurrado” para fora e o primeiro aparece dividindo a visualização;
- Se preferir, você pode visualizar um desses três apps em tela cheia. Para usar os outros, é só tocar nas laterais que eles “giram” que nem capas de álbum em um iPod antigo. Tá, não é exatamente como era no iPod, mas lembra um pouco.

O meu ponto é que essa é uma aplicação muito simples de um recurso que já existe nativamente no Android, mas que a Motorola tirou muito proveito. E também é possível salvar atalhos para acessar os pares ou trios de apps com um único toque.
Outra coisa que a Motorola soube aproveitar são os aplicativos flutuantes. Eles ficam como “janelinhas” abertas na tela, e você pode abrir até quatro deles. É um pouco caótico, até porque você ainda consegue deixar outros três apps abertos “de fundo”. Mas, ao mesmo tempo, ter essa opção é algo que eu preciso elogiar.
A Moto Pen Ultra
Tem um outro negócio que me deixou, sim, um tanto impressionado. O Razr Fold é compatível com uma canetinha, a Moto Pen Ultra. Ela vem em um case de carregamento bem bonitão, tem uma ponta firme, uma luz de LED, 4.096 níveis de sensibilidade à pressão e se conecta via Bluetooth com o celular.
Você pode usar ela para navegar, escrever na tela, desenhar e ainda conta com alguns atalhos muito legais. Você pode dar duas “batidinhas” com a parte inferior da caneta na tela para fazer uma captura, usar uma lupa para visualizar melhor o conteúdo e até usar o botão para controlar a câmera.
O mais interessante é que tudo isso funciona na tela dobrável. Dá um certo receio, até porque essas telas costumam ser mais frágeis.

Apesar de tudo isso funcionar muito bem, eu recomendo cautela exatamente por causa desse ponto anterior. Inclusive, a Samsung retirou o suporte à S Pen no Fold 7 para deixar ele mais fino, mas também me pareceu uma jogada que pode prolongar a vida útil do componente.
A parte boa é que, aqui no Brasil, a canetinha já vem na caixa do celular. A parte chata é que não tem nenhuma forma de guardar o acessório no próprio aparelho, nem mesmo um ímã para deixar ela grudada. Uma pena.
E aqui vai um adendo: não perca a Moto Pen Ultra! Só o acessório custa singelos R$ 999 no site da Motorola. O que é um preço muito inconsistente, lá fora ela custa US$ 99 — o que também não é nada barato, mas seria uns R$ 500 em conversão direta e sem impostos.
Acertaram em cheio na bateria
Outro grande acerto do Razr Fold é apostar direto em uma bateria de silício-carbono. Na verdade, essa é uma das melhores coisas do celular dobrável da Motorola. Ele tem 6.000 mAh, o que tem me rendido uma autonomia similar e às vezes até melhor do que alguns celulares tradicionais.
Usando ele de uma forma mais moderada, mas sem deixar de lado as câmeras, meus apps de streaming de vídeo e música e até alguns jogos, a minha rotina tem sido muito tranquila com ele. Isso porque eu não precisei ficar apelando pra nenhum modo de economia e nem deixando de usar algum app mais gastão. É uma bateria que dá conta de trabalhar, jogar e tudo mais.
O comportamento meio que padrão foi tirar o celular da tomada ali pelas 9h e só precisar carregar de novo no almoço do dia seguinte. Mas isso aí em uso moderado. Nos dias que precisei fazer um uso mais intenso, cheguei na hora de dormir com cerca de 20% a 30%.
Essa é uma métrica que empolga especialmente pela capacidade da bateria e, é claro, por ser um dobrável. Já minha média de tela por carga ficou por volta das 8h.
Algo importante a se considerar é que o tempo de recarga é bem rápido. Ele chega em 36% em 15 minutos, ou em 88% em 45 minutos, que é quando ele costuma desacelerar a carga. Tem como desabilitar essa desaceleração, mas isso pode prejudicar a bateria a longo prazo.
Já uma carga completa costuma chegar por volta de 1 hora e 5 minutos. Ele suporta carregadores de 80 watts com fio ou de 50W sem fio — e ainda tem carga reversa de 5W. Só ficou faltando mesmo colocar os ímãs na parte traseira do celular que nem o iPhone e os Pixel mais recentes.
Desempenho: “bom o suficiente” ou “ideal”?
A Motorola trouxe somente uma versão para o Brasil, que tem 16 GB de RAM (LPDDR5X) e 1 TB de armazenamento. Já o chipset é o Snapdragon 8 Gen 5, que não é o mais poderoso da atualidade, mas é um bom componente e também mais econômico na bateria.
Isso significa que o Razr Fold, pelo menos em desempenho bruto, está atrás do Z Fold 7. Mas, na outra ponta, isso não significa que o desempenho dele seja ruim.
Esse conjunto do novo Razr faz dele uma ótima máquina para trabalhar. Inclusive, colocando lado a lado, é praticamente a mesma coisa do Signature, só que com uma vantagem: ele não esquenta tanto quanto esse outro modelo em atividades pesadas.
Nos jogos, o dobrável se manteve estável mesmo depois de passar um bom tempo com títulos pesados. A multitarefa que eu já elogiei também não sofre em nenhum momento, o que dá um bom indicativo de que ele vai bem longe.

O que eu acho bem interessante é o software. Assim como no Signature, o Razr Fold terá sete atualizações do Android — e ele já vem com o Android 16. O sistema da Motorola melhorou bastante, aproveitando as atualizações recentes do Google.
- Ele tem um modo desktop que até hoje eu não consegui me acostumar, mas que é legal para acompanhar reuniões;
- A transição de telas é muito sutil. Se você estiver usando um app, pode trocar para a tela menor ou maior rapidamente;
- Ele mostra o progresso de alguns apps como atalhos, como a Música, o timer, a lanterna, gravador de tela ou áudio e afins. Mas a lista é pequena;
- Tem recursos de segurança para bloquear apps com senhas diferentes e a pasta segura para esconder apps;
- E a tela de bloqueio agora adiciona um efeito de profundidade de campo no papel de parede, aí parte do relógio pode ficar escondida. Fica legal demais, porém algumas imagens deixam esse efeito mais artificial;
- Outra coisa legal é que algumas áreas do sistema ficam transparentes e com desfoque de fundo. Isso fica mais visível nas notificações e no controle do volume, por exemplo;
- E também vale dizer que os gestos do celular, como ligar a lanterna, não funcionam com ele aberto. O que faz um pouco de sentido, é um negócio meio desajeitado.
Nesse aparelho também existe um botão dedicado para acionar a inteligência artificial (IA) da Motorola. O Moto AI é um sistema mais simples, focado na rotina do usuário. A IA pode resumir notificações, ouvir uma aula ou reunião e depois resumir o conteúdo, criar playlists, gerar imagens ou mesmo guardar recados rápidos para você lembrar depois.
Quando eu digo que é mais simples é, também, por causa dos limites. Só os apps de comunicação fazem parte dos resumos de notificações, e a criação de playlists usando prompts só funciona no Amazon Music.
E ao usar a Moto AI para tirar uma dúvida, por exemplo, o sistema é mais lento do que apenas usar o Gemini, além de não ser incomum ver erros na hora de receber uma resposta — além da voz ser muito mais robótica.

Mas eu sinto falta da possibilidade de criar diferentes telas de bloqueio que nem no Z Fold 7. Seria legal ter uma específica para a tela menor e outra, mais organizada, para a maior. E a gente também só consegue fixar até quatro apps na barra de tarefas, que ainda pode mostrar os últimos três utilizados. Seria massa aproveitar melhor esse espaço todo.
Câmeras de ponta em um dobrável
A Motorola também faz uma aposta firme nas câmeras desse aparelho. Todas as três que ficam na parte traseira têm 50 MP, e você pode usá-las tendo a tela externa como um espelho. Já as câmeras frontais têm 20 MP no sensor que fica na parte de fora e 32 MP no que fica na tela dobrável.
- Câmera principal: 50 MP (f/1.6), OIS, Dolby Vision;
- Telefoto: 50 MP (f/2.4), OIS, 3x de zoom óptico e 100x digital;
- Ultra-angular: 50 MP (f/2.0), 122°, modo macro;
- Frontal (tela interna): 32 MP (f/2.4);
- Frontal (tela externa): 20 MP (f/2.4).
É um conjunto forte e praticamente o mesmo que eu vi no Signature. O que é uma notícia boa, são câmeras bastante confiáveis e divertidas.
A Motorola fez um bom salto quando a gente fala do processamento de imagem, que agora é mais consistente e produz imagens com mais contraste, detalhes nítidos e um bom alcance dinâmico. São tons que realçam bem as fotos, mas dando aquela leve exagerada nas cores mais realistas. Talvez seja a tendência que mais agrade a maioria das pessoas.
Você pode esperar por um desfoque de fundo bem natural, as cores são vibrantes e até mesmo em cenas noturnas as fotos produzidas por ele ficam muito boas. Só que isso se reflete muito mais na câmera principal do que nas outras.


A de ângulo aberto ainda herda a maioria desses aspectos e ela fica, sim, numa boa média. Só que as fotos com ela já trazem detalhes mais artificiais, mostram mais ruídos em cenas de baixa luz e a distorção de lente é forte, é só observar os cantos de uma imagem.

Há também a lente de zoom óptico com 3x de alcance. Eu realmente gosto dos resultados que ele produz com essa câmera, e até em 6x de zoom digital as fotos ficam muito boas. Acima disso o celular apela para a IA, então a partir de 30x os resultados já começam a ficar bem fracos.

E o conjunto de selfies também merece destaque. Essas câmeras são boas, ricas em detalhes. Elas puxam essa tonalidade mais realçada e ambas não costumam vacilar no foco. É claro que você ainda pode usar as lentes principais para fazer as selfies, mas as que fazem isso não deixam a desejar.
Mas também vale notar que, em algumas cenas, o celular pode mudar a tonalidade quando você muda de sensor. E a troca de lentes nas filmagens não é tão sutil quanto a gente vê no iPhone, por exemplo, mas também não é exagerada.

Outra coisa que me agradou foram os vídeos. Eu ainda prefiro os resultados da Apple e da Samsung, mas a Motorola tem feito um baita progresso.
Esse celular tem Dolby Vision e pode filmar em até 8K com 30 fps. Eu claramente preferi usar o modo em 4K que aí a gente tem mais estabilidade. Mas, no geral, o resultado é positivo.
A câmera principal e a de zoom óptico, pra mim, são os grandes destaques. Elas costumam manter a nitidez das imagens, então você não perde tantos detalhes quanto na de ângulo aberto, enquanto as cores costumam ficar bem saturadas.
No geral, ainda mais se tratando da primeira geração de dobráveis da Motorola nesse formato, o Razr Fold tem câmeras bem impressionantes.
Vale a pena?
Para mim, fica muito claro que a Motorola soube aproveitar bem as lições das outras marcas ao longo das gerações. E também que aprenderam demais a fazer dobráveis com a linha Razr padrão, por isso esse “acerto de primeira” é válido. E não é errado afirmar que o Razr Fold acerta muito mais do que erra.
As telas são muito boas e a multitarefa da tela gigante é um ótimo destaque. Mas, se eu quero digitar uma mensagem ou e-mail, a externa não deixa a desejar. A canetinha também foi uma jogada legal, mas é preciso ter cuidado para não danificar o hardware da tela dobrável a longo prazo.
Eles também escolheram um conjunto bacana de processador e memória. Fica atrás de alguns concorrentes, mas não deixa de ser potente. E as câmeras, como eu falei há pouco, também não ficam para trás em fotografia, mas não são tão boas quanto as câmeras do iPhone ou do Galaxy em vídeo.
No fim do dia, apesar de ser mais pesado e espesso que outros concorrentes, ele traz uma bateria maior de 6.000 mAh que compensa e muito. Eu não exagerei quando falei que consegui usá-lo por um dia e meio. E outro acerto é trazer acessórios, como a própria canetinha e uma capinha, já na caixa, além do carregador rápido.
Mas ele ainda esbarra no software, apesar de ter sete anos de atualizações. Eu espero mesmo que o conjunto Moto AI avance, até porque o Galaxy AI faz ele parecer até um pouco básico.
O Razr Fold deixa uma marca importante na linha da Motorola e pode ditar o futuro dos aparelhos da marca. Ela chega um pouco tarde para competir nesse formato, isso é verdade. Mas também é verdade que esse é um ótimo aparelho.
Isso significa que eu apostaria meu suado dinheiro nele? De jeito nenhum, R$ 16 mil é um valor altíssimo. Os dobráveis, de forma geral, são mesmo muito caros. Ele vai entregar muita coisa mesmo, mas esse preço assusta.



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