EUA acusam Alibaba, BYD e mais empresas de terem laços com militares da China
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos apresentou uma atualização da lista de companhias que o país classifica como perigosas por supostos laços com militares chinesas. Várias empresas de tecnologia do país asiático foram adicionadas na seleção.
Na nova versão do documento do Pentágono, revelada nesta terça-feira (9), o órgão acusa novas companhias de diferentes setores da tecnologia de colaborarem com o governo do país asiático, em especial nas Forças Armadas. Isso seria o suficiente, segundo os EUA, para que elas sejam consideradas um risco à segurança nacional.
As novas empresas acusadas no relatório Section 1260H incluem os seguintes nomes:
- a montadora de veículos elétricos BYD;
- a Baidu, famosa pelo buscador e outros serviços digitais;
- a fabricante de robôs Unitree;
- o grupo Alibaba, dono da loja digital Aliexpress e atualmente focada em IA;
- as fabricantes de chips de memória CXMT e YMTC;
- a empresa de biotecnologia WuXi;
- a companhia de robótica e sensores de IA RoboSense.
Da lista, as surpresas estão em nomes consolidados e em ascensão no mercado. É o caso da BYD, que é a atual maior vendedora de veículos elétricos no mundo, e a Unitree, que se tornou uma das referências no emergente segmento de robôs humanoides. Além disso, há vários nomes importantes do setor de IA, área de atuação cada vez menor de companhias estrangeiras nos EUA.
A adição das companhias na lista não significa necessariamente algum tipo de sanção comercial, mas servem de alerta para interessados em oficializar parcerias com essas marcas. Além disso, graças a uma nova lei, elas serão impedidas de negociar contratos ou comercializar qualquer tipo de produto e serviço com entidades militares do país.
Na pior das hipóteses, a sinalização ainda pode evoluir para restrições oficiais, como as pesadas limitações sofridas pela também chinesa Huawei anos atrás e a DJI, que passa atualmente por uma série de limitações nas atividades em solo estadunidense.
O que dizem as empresas
Em nota, a Embaixada Chinesa nos EUA criticou a atualização da lista e chamou ela de "discriminatória", já que as companhias estariam de acordo com as leis locais.
A BYD alega que "não é um empreendimento militar" e que a ação "contradiz seriamente os fatos". Ela também prometeu ir atrás dos "interesses e direitos legítimos" por meios legais. Baidu e Alibaba também confirmaram que vão buscar a remoção dos nomes da lista e rejeitaram a acusação.
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