Além do diploma, essas profissões exigem uma prova para atuar na área
Você termina a faculdade, pega o diploma, comemora… E aí descobre que ainda existe mais uma etapa antes de começar oficialmente a trabalhar. Em algumas profissões, concluir a graduação não basta: é preciso passar por uma prova ou até por um concurso bastante concorrido para obter autorização legal para exercer a carreira.
Aqui, o GUIA DO ESTUDANTE te conta quais são algumas dessas profissões.
Direito: a famosa prova da OAB
Entre as carreiras que já exigem avaliação obrigatória, o caso mais conhecido é o do Direito. Para atuar como advogado no Brasil, o bacharel precisa ser aprovado no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, ou simplesmente OAB.
O principal objetivo da prova é garantir que os futuros advogados tenham conhecimento técnico e ético para exercer a profissão com responsabilidade. “Mais do que uma etapa burocrática, o exame funciona como um mecanismo de proteção da sociedade, assegurando que os profissionais estejam preparados para lidar com direitos fundamentais, conflitos jurídicos e a defesa da cidadania, de forma adequada”, explica Fernando do Couto Henriques Jr., coordenador do Curso de Direito da Faculdade ESEG, Grupo Etapa.
“Mas passar na prova está longe de ser o ponto de chegada, é apenas o começo. O Direito exige estudo contínuo, atualização constante e capacidade de adaptação diante das transformações sociais, econômicas e tecnológicas”, alerta Silvia Lira, advogada trabalhista e sócia do B/luz.
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Contabilidade: o Exame de Suficiência do CFC
Na área contábil, o diploma também não é suficiente para começar a atuar profissionalmente. Desde 2011, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aplica o Exame de Suficiência, obrigatório para quem deseja obter o registro profissional como contador.
A avaliação busca verificar se o bacharel em Ciências Contábeis possui os conhecimentos e habilidades mínimas necessárias para exercer a profissão de forma ética e tecnicamente responsável.
“O exame é importante por se tratar de um instrumento de garantia da qualidade de formação do contador. Esse profissional tem um papel estratégico e de alta relevância dentro das organizações, instituições financeiras e outros tantos setores. Acredito que a realização do exame contribui para reforçar a credibilidade da profissão e proteger a sociedade contra atuações inadequadas”, afirma Suzana Slonzon, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Trevisan Escola de Negócios.
Diplomacia: uma das seleções mais difíceis do país
Se a ideia é representar o Brasil no exterior como diplomata, o caminho passa, obrigatoriamente, pelo tradicional concurso do Instituto Rio Branco, considerado um dos processos seletivos mais difíceis do país.
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O diplomata é responsável por defender os interesses brasileiros em relações internacionais, participar de negociações, atuar junto a organismos internacionais e receber delegações estrangeiras no Brasil. Para isso, o profissional precisa dominar temas ligados à política externa, história, economia, direito internacional e relações globais.
“No Instituto Rio Branco, o futuro diplomata aprende sobre o funcionamento da política externa brasileira, os interesses nacionais e a forma como o Brasil interpreta e conduz temas do direito internacional. Ao concluir essa etapa, o servidor está preparado para representar o país nas relações internacionais”, conta Rodrigo Galo, Cientista político e coordenador dos cursos da Área de Negócios do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).
Medicina na fila: exame pode virar nova etapa obrigatória
O debate sobre avaliações obrigatórias para exercer determinadas profissões ganhou força com a discussão do Projeto de Lei do Exame Nacional de Proficiência Médica. A proposta prevê a criação de uma prova obrigatória para que médicos recém-formados consigam obter o registro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e possam atuar legalmente no Brasil.
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A ideia desse exame é estabelecer um padrão mínimo de qualidade e segurança na formação médica brasileira. “A medicina é uma profissão de altíssima responsabilidade, em que decisões inadequadas podem gerar consequências graves para a vida dos pacientes. Nesse contexto, avaliações nacionais podem funcionar como ferramentas importantes para estimular maior rigor acadêmico, transparência na formação e compromisso das instituições de ensino com a qualidade do ensino médico”, avalia a médica Natália Carneiro, CEO da Doctor 360.
Se o projeto for aprovado, o exame passará a ser uma etapa obrigatória para médicos recém-formados obterem o registro profissional nos CRMs.
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