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Goiânia,24/05/2026

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    7 pensadores contemporâneos para entender o Brasil (e, quem sabe, citar na redação)

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    7 pensadores contemporâneos para entender o Brasil (e, quem sabe, citar na redação)

    Entender o Brasil não é tarefa simples. Com mais de 200 milhões de habitantes, uma história marcada pela colonização, pela escravidão e por profundas desigualdades, o país é objeto de estudo de intelectuais que dedicaram, ou ainda dedicam, suas carreiras a decifrar quem somos, de que maneira somos e as razões por trás disso tudo.


    Conhecer esses pensadores é uma forma de aprofundar o olhar sobre temas que aparecem com frequência no Enem e nos vestibulares: racismo estrutural, desigualdade social, identidade cultural, diversidade religiosa e relação com o meio ambiente. Para a redação, a dica é, ao mencionar um pensador, apresente brevemente quem é e o que defende antes de conectar a ideia ao tema da redação – e, principalmente, garantir que as ideias dele de fato estão relacionadas à temática!





    Para além dos vestibulares, no entanto, conhecer as principais obras desse pensadores é uma forma de se contextualizar e sair da superficialidade. É compreender a realidade brasileira pelas lentes de quem estudou intensamente o brasileiro.


    A seguir, conheça sete vozes fundamentais que te ajudam nessa missão.


    1. Darcy Ribeiro


    Antropólogo, escritor e político mineiro, Darcy Ribeiro (1922–1997) é um dos maiores pensadores da identidade brasileira do século 20. Doutor em Ciências Sociais, dedicou décadas a estudar os povos indígenas e a formação histórica do Brasil. Sua obra mais célebre, “O Povo Brasileiro” (1995), propõe que o brasileiro é um povo novo — resultado do choque entre culturas indígenas, africanas e europeias, que gerou algo singular e ainda inconcluso.


    Para Darcy, essa origem híbrida é ao mesmo tempo fonte de riqueza cultural e de sofrimento histórico, especialmente para os grupos que foram subjugados.


    Indicações de leitura:O Povo Brasileiro“, “O Brasil como Problema“.



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    + Quem foi Darcy Ribeiro, o pensador que quis entender e melhorar o Brasil


    2. Antonio Candido


    Considerado o maior crítico literário brasileiro do século 20, Antonio Candido (1918–2017) foi professor da Universidade de São Paulo (USP) e uma referência canônica para quem estuda literatura, cultura e sociedade no Brasil. Sua grande contribuição foi mostrar que a literatura não existe num vácuo: ela é produzida dentro de condições sociais específicas e, ao mesmo tempo, ajuda a formar a consciência de um povo.


    Em seu ensaio clássico “O direito à literatura” (1988), Candido defende que a literatura é um bem incompressível — ou seja, uma necessidade humana básica, como a comida e o abrigo —, e que negar o acesso a ela é uma forma de desigualdade.


    Indicações de leitura:Formação da Literatura Brasileira“, “Literatura e Sociedade“, “Vários Escritos“.


    + As 8 melhores práticas para mandar bem nas leituras obrigatórias


    3. Ailton Krenak


    Líder indígena, escritor e ambientalista, Ailton Krenak, 72, já é figurinha carimbada nas redações nota 1000 do Enem. Do povo Krenak, de Minas Gerais, ele se tornou uma das vozes mais importantes do pensamento ambiental e indígena no Brasil contemporâneo. Ganhou projeção internacional com o livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo” (2019), em que critica a ideia de que os seres humanos estão separados da natureza — uma lógica que, segundo ele, levou à devastação ambiental. Seu livro “A vida não é útil” é leitura obrigatória na Unicamp.



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    Para Krenak, os povos indígenas guardam saberes fundamentais sobre como viver em harmonia com o planeta.


    Indicações de leitura:Ideias para Adiar o Fim do Mundo“, “A Vida não é Útil“, “Futuro Ancestral“.


    + Quem é Ailton Krenak, escritor indígena que entrou para a lista da Unicamp


    4. Djamila Ribeiro


    Filósofa, escritora e ativista negra nascida em Santos (SP), Djamila Ribeiro, 44, é hoje uma das intelectuais mais lidas do Brasil. Com formação em Filosofia pela Unifesp, ela popularizou conceitos do feminismo negro para um público amplo, tornando ainda mais conhecidas autoras como bell hooks e Patricia Hill Collins. Sua obra mais célebre, “O que é lugar de fala?” (2017), discute como a posição social de cada pessoa (marcada por raça, gênero e classe) define quais vozes são ouvidas e quais são silenciadas.


    Ela também organiza a coleção “Feminismos Plurais”, que reúne títulos sobre raça, gênero e identidade escritos por autores negros brasileiros. Para redações sobre racismo, igualdade de gênero e direitos humanos, Djamila é referência certeira.


    Indicações de leitura:O que é lugar de fala?“, “Quem tem medo do feminismo negro?“, “Pequeno Manual Antirracista“.



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    + Estudante garante nota mil na redação do Enem citando Djamila Ribeiro


    5. Lélia Gonzalez


    Antropóloga, professora e ativista negra, Lélia Gonzalez (1935–1994) foi pioneira ao articular raça, gênero e classe no pensamento brasileiro — décadas antes de o termo “interseccionalidade” se popularizar. Nascida em Belo Horizonte, filha de um ferroviário negro e uma indígena, ela viveu na pele as múltiplas opressões que depois estudou.


    Cunhou o conceito de “Amefricanidade” para descrever a contribuição dos povos africanos e indígenas na formação cultural das Américas, propondo uma identidade latino-americana que reconheça essa herança. Sua obra foi por muito tempo marginalizada no meio acadêmico, mas vem sendo cada vez mais redescoberta e celebrada.


    Indicações de leitura:Por um feminismo afro-latino-americano” (coletânea póstuma), “Lugar de Negro” (com Carlos Hasenbalg).


    + Conheça Lélia Gonzalez, pensadora pioneira do feminismo negro no Brasil


    6. Carla Akotirene


    Assistente social, pesquisadora e ativista negra baiana, Carla Akotirene, 46, é uma das responsáveis por popularizar atualmente o conceito de interseccionalidade — termo cunhado pela jurista norte-americana Kimberlé Crenshaw para descrever como diferentes formas de opressão (raça, gênero, classe) se cruzam e se potencializam na vida das pessoas.


    Em seu livro “Interseccionalidade” (2019), da coleção “Feminismos Plurais” organizada por Djamila Ribeiro, Akotirene explica, por exemplo, como uma mulher negra e pobre enfrenta discriminações que não podem ser entendidas separadamente.



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    Indicações de leitura:Interseccionalidade“, “Ó pa í, Prezada“.


    + 3 redações exemplares do Enem 2025 corrigidas por um professor


    7. Rodrigo Nunes


    Filósofo cearense e professor da PUC-Rio, Rodrigo Nunes, 48, é um pensador da política nacional contemporânea. Seu livro “Nem vertical nem horizontal: Uma teoria da organização política” (2023) analisa como os movimentos sociais do século 21 se organizam em rede, sem lideranças centralizadas, e o que isso significa para a política transformadora.


    A partir das Jornadas de Junho, de 2013, e de movimentos como a Primavera Árabe, ele mostra que a ausência de hierarquia pode ser tanto uma força quanto uma fragilidade. Para estudos sobre democracia, movimentos sociais e participação política, Nunes oferece um panorama analítico e atual.


    Indicações de leitura:Nem Vertical Nem Horizontal“, “Do Transe à Vertigem


    + Manifestações de junho de 2013: relembre os fatos importantes


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