Fantasia e consciência ambiental marcam retorno de “A Menina Que Roubava Lixo” aos palcos de Salvador
Entre árvores falantes, criaturas mágicas e uma menina-boneca cheia de curiosidade, o espetáculo “A Menina Que Roubava Lixo” retorna aos palcos de Salvador para uma curta temporada no Teatro Módulo, na Pituba. A peça será apresentada nos dias 24 e 31 de maio, sempre aos domingos, às 11h, reunindo fantasia, música e reflexão sobre sustentabilidade em uma experiência voltada para toda a família.
Com texto e direção de Tobé Velloso, o espetáculo aposta em uma linguagem lúdica para discutir um tema urgente: o cuidado com o meio ambiente e o impacto do lixo nas cidades. Em cena, o público acompanha Luna, uma menina-boneca reaproveitada e restaurada por um catador de latas. Após ganhar vida, ela passa a observar o mundo ao seu redor e questionar o excesso de lixo espalhado pelas ruas, conduzindo crianças e adultos por uma jornada de descobertas e conscientização.
A montagem mistura ciência, educação ambiental e imaginação, criando um universo repleto de personagens fantásticos. Durante a trajetória, Luna encontra figuras como Ícaro Sol, poeta e vendedor de jornais; Sêu Zela, o varredor de ruas; e Zé D’Água, além da personagem Amazônia, que surge trazendo ensinamentos sobre preservação ambiental e responsabilidade coletiva.


Mas a história também apresenta desafios. A vilã Xabrú, interpretada pelo premiado ator Renato Lima, surge acompanhada do atrapalhado Espalha-Lixo, personagem responsável por espalhar sujeira e confusão pela cidade. O confronto entre destruição e cuidado ambiental conduz o público a um desfecho emocionante, embalado por humor, músicas e efeitos visuais que estimulam a imaginação.
No papel principal, a jovem atriz Sophia Santos interpreta Luna. O elenco ainda conta com Heverton Cavalcante, Ilana Melo, Sebastian Hasselmann e a estreia da atriz mirim Maria Roza Gok, de apenas 11 anos, no papel do divertido Corvito. Participações especiais de Levi Teixeira e Isabela Reis também reforçam a montagem.
Além do entretenimento, o espetáculo propõe uma reflexão importante sobre cidadania e responsabilidade coletiva, mostrando de forma acessível para crianças e jovens como pequenas atitudes podem contribuir para a preservação ambiental. Em tempos de crise climática e debates sobre sustentabilidade, a peça transforma o teatro em espaço de aprendizado, sensibilidade e consciência social, aproximando temas ambientais do cotidiano das famílias, inclusive das periferias e comunidades populares, onde os impactos da falta de políticas ambientais e de saneamento muitas vezes são sentidos de forma mais intensa.
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