Quem são os deputados baianos que apoiam manobra para manter a escala 6×1
Enquanto trabalhadores de todo o Brasil pressionam pelo fim da escala 6×1, deputados federais da Bahia aparecem entre os parlamentares que assinaram uma proposta considerada por movimentos sociais e trabalhadores como uma tentativa de enfraquecer ou atrasar a mudança na jornada de trabalho.
A emenda apresentada pelo deputado federal Tião Medeiros (PP-PR) prevê que as mudanças da PEC 221/2019 só passem a valer em 2036, dez anos após a promulgação da proposta. O texto também abre brechas para que setores considerados “essenciais” continuem mantendo jornadas de até 44 horas semanais, mesmo após a aprovação da PEC.
Entre os deputados baianos que assinaram a proposta estão:
- Capitão Alden
- Arthur Oliveira Maia
- José Rocha
- Roberta Roma
- João Carlos Bacelar
- Diego Coronel
- Paulo Azi
- Rogéria Santos
- Claudio Cajado
A proposta provocou reação imediata nas redes sociais e em movimentos ligados aos direitos trabalhistas. Para críticos da emenda, a medida cria uma “manobra” para manter a escala 6×1 em funcionamento por mais tempo, especialmente em áreas como comércio, transporte, logística e alimentação, setores onde a população das periferias e favelas está amplamente inserida.
A justificativa dos parlamentares é que uma mudança imediata poderia impactar serviços considerados indispensáveis para o funcionamento do país. O texto defende uma implementação gradual e condiciona parte das mudanças à criação de leis complementares futuras.
O debate sobre a escala 6×1 ganhou força nacional após a mobilização do movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas. A proposta argumenta que a mudança pode melhorar a saúde mental, o convívio familiar e a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
Nas periferias e favelas, onde milhares de trabalhadores enfrentam rotinas exaustivas em supermercados, farmácias, call centers e serviços terceirizados, o tema passou a representar mais do que uma discussão política. Para muitos, o fim da escala 6×1 significa a possibilidade de estudar, descansar e conviver com a família sem viver aprisionado pela lógica do trabalho contínuo.
A PEC segue em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda deverá enfrentar novas disputas e negociações dentro do Congresso Nacional.
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