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Goiânia,16/05/2026

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    Como os vírus são cobrados nos vestibulares? Veja dicas de estudo e questões resolvidas

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    Como os vírus são cobrados nos vestibulares? Veja dicas de estudo e questões resolvidas

    Covid-19, Aids, dengue, sarampo, caxumba, rubéola e o tão falado hantavírus têm algo em comum. Se você pensou que as doenças citadas são causadas por vírus, está com o conteúdo fresco na mente. O tema é cobrado nos vestibulares e entendê-lo pode te ajudar a pontuar mais nas provas e se proteger contra essas enfermidades.


    O GUIA DO ESTUDANTE conversou com Renata Martins Plucenio, professora de Biologia do Poliedro Colégio de Perdizes e formada em bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para entender mais sobre o tema.





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    Como aparece nos vestibulares?


    Virologia é o ramo de pesquisa dedicado ao estudo científico dos vírus. De acordo com a especialista, a área é associada a outros assuntos biológicos nas provas, principalmente imunologia — ramo que analisa o sistema de defesa do corpo —, biotecnologia e saúde pública.


    “As provas costumam cobrar conceitos relacionados à estrutura viral, replicação dos vírus, formas de transmissão das doenças virais, além da interpretação de gráficos e análise de dados”, explica. Renata salienta que alguns vestibulares já relacionaram o aumento da área de transmissão de determinadas doenças virais às mudanças climáticas e às alterações ambientais.


    O preparo também muda conforme o estilo de questões e grau de exigência cobrado em cada sistema de seleção.


    O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), por exemplo, produz itens mais contextuais e explora a realidade e a aplicação do conhecimento científico no cotidiano, segundo a professora. “Na virologia, é comum que o exame associe o tema às doenças virais, formas de transmissão, prevenção, medidas de saúde pública e vacinação, além de aplicações da biotecnologia, como o uso de vetores virais”, expõe.


    Já os vestibulares tradicionais, como a Fuvest (prova de ingresso na Universidade de São Paulo), aprofundam a cobrança teórica sobre vírus, envolvendo tópicos estruturais, ciclos de replicação, etapas da infecção viral e mutações.



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    O que priorizar nos estudos?


    Para Renata, o mais importante é entender a virologia “de forma integrada, e não apenas decorar nomes de doenças”. Uma dica dela é entender quais são as características dos vírus, as estruturas, as formas de transmissão, a replicação viral, a prevenção e a relação com o sistema imunológico. Em especial, da Covid-19, dengue e Aids, as mais recorrentes nos exames.


    Ela afirma que vale dar atenção à interpretação de gráficos e análise de dados, que são comuns em enunciados. Além disso, acompanhar o noticiário para entender as atualidades e perceber como os conteúdos se relacionam com situações do dia a dia também é uma boa prática.


    E para quem está preocupado se o hantavírus — doença que virou notícia após um surto infeccioso em um cruzeiro — vai aparecer nos cadernos de itens, a especialista recomenda dedicar um tempo para compreender os aspectos da patologia.


    “Temas relacionados a surtos virais e doenças que ganham relevância na saúde pública costumam aparecer nos vestibulares como forma de contextualização das questões. O hantavírus pode ser abordado, por exemplo, em temas relacionados às zoonoses, formas de transmissão, prevenção e medidas de saúde pública”, avalia.


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    Renata lembra de um item que apareceu na Fuvest 2025 (você pode conferi-lo no intertítulo abaixo) sobre a mpox, também popularmente conhecida como “varíola dos macacos”, contextualizada pelo aumento dos casos em 2024.



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    A desinformação científica é outro assunto comum ao citar os vírus em provas, principalmente depois da pandemia de Covid-19. “É cada vez mais comum encontrar questões que avaliam a capacidade do estudante de interpretar informações científicas, diferenciar evidências de fake news e compreender a importância das medidas de prevenção e da vacinação.”


    Para treinar


    O GUIA DO ESTUDANTE separou algumas questões de provas passadas para você colocar seus conhecimento em prática sobre vírus, com resolução da plataforma Anglo Resolve e Fuvest. Confira abaixo:


    Simulado Fuvest 2027 – Prova S1 – Questão 63


    Em novembro de 2025, a Anvisa aprovou o registro da Butantan-DV, a primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Trata-se de uma vacina tetravalente de vírus vivo atenuado, capaz de estimular resposta imune contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. O gráfico a seguir apresenta os resultados do ensaio clínico de fase III, comparando a incidência acumulada de dengue sintomática, confirmada virologicamente, entre o grupo que recebeu a Butantan-DV (Vacinado) e o grupo que recebeu uma substância inerte (placebo), ao longo de aproximadamente dois anos de acompanhamento. Os dados demonstram eficácia vacinal significativa na redução dos casos sintomáticos.


    Gráfico de barras mostrando a porcentagem de incidência cumulativa ao longo de 2 anos após a injeção. O grupo placebo (azul) apresenta taxas mais altas do que o grupo vacinado (laranja).
    <span class="hidden">–</span>Fuvest/Reprodução

    Com base na interpretação do gráfico e nos conhecimentos sobre mecanismos de ação das vacinas, assinale a alternativa correta.



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    A – A diferença progressiva entre os valores dos dois grupos indica que a vacina elimina completamente o vírus da dengue no organismo do vacinado, impedindo qualquer forma de infecção. Isso explica a incidência do grupo vacinado permanecer próxima de zero durante todo o período de acompanhamento do ensaio clínico.


    B – A eficácia vacinal demonstrada no gráfico significa que, no grupo vacinado, a maioria dos participantes desenvolveu anticorpos detectáveis, enquanto no grupo placebo nenhum participante apresentou qualquer tipo de resposta imunológica, conforme evidenciado pela diferença de incidência acumulada observada entre os dois grupos ao longo do seguimento.


    C – Por ser uma vacina de vírus vivo atenuado, a Butantan-DV introduz formas enfraquecidas dos quatro sorotipos virais, estimulando o sistema imune adaptativo a produzir anticorpos e células de memória. Isso reduz, mas não elimina totalmente, a probabilidade de dengue sintomática, fato coerente com os dados do grupo vacinado.


    D – A incidência acumulada mais elevada no grupo placebo demonstra que a substância inerte administrada provocou diretamente a doença nos participantes, funcionando como controle positivo do estudo. A vacina, por sua vez, atuou como controle negativo, sendo responsável pela menor incidência observada em seu grupo.


    E – Como a vacina é de vírus vivo atenuado, seu mecanismo de proteção baseia-se exclusivamente na produção de anticorpos pela imunidade inata, dispensando qualquer ativação do sistema imune adaptativo. Esse mecanismo seria suficiente para explicar a menor incidência acumulada de dengue sintomática observada no grupo vacinado.



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    Alternativa correta: C


    Resolução: Uma vacina feita com vírus vivos atenuados estimula a resposta imunitária adaptativa tanto no nível humoral (anticorpos) como no nível celular (fagocitose e células citotóxicas). Isso induz a produção mais eficiente de células de memória, aumentando a ação da resposta imunitária secundária.


    Enem 2025 – Caderno Amarelo – Questão 93


    A produção de vacinas exige uma sequência de procedimentos, além do cumprimento estrito de verificações de segurança. No esquema, estão demonstradas as etapas básicas realizadas para a fabricação de uma vacina utilizando a tecnologia tradicional e o efeito dela no organismo.


    Fluxograma ilustrando a produção de vacinas virais em quatro etapas: cultura celular, isolamento viral, inativação viral e aplicação da vacina.
    <span class="hidden">–</span>Inep/Reprodução

    O antígeno utilizado na vacina causa um efeito protetor contra o vírus porque



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    A – mata o vírus pela ligação.


    B – aglutina o vírus por associação.


    C – contém imunoglobulinas de defesa.


    D – induz a produção de proteínas neutralizadoras.


    E – mantém a quantidade de anticorpos preexistentes.


    Alternativa correta: D


    Resolução: O antígeno se caracteriza como uma substância orgânica estranha ao organismo, que provoca uma resposta imunológica. Nesse caso, o antígeno está presente no vírus inativado o qual, quando inserido no organismo humano, induz a produção de anticorpos (proteínas neutralizadoras).


    Fuvest 2025 – 2ª Fase


    “Diretor-Geral da OMS declara o surto de mpox uma emergência de saúde pública de importância internacional. Após o surgimento de uma nova variação de mpox, a sua rápida propagação no leste da República Democrática do Congo e a notificação de casos em vários países vizinhos, está claro que é necessária uma resposta internacional coordenada para deter esses surtos e salvar vidas.


    O vírus da mpox possui DNA como material genético, envolto em uma estrutura de proteínas, dentro de uma membrana lipoproteica, conforme esquema ao lado. Até agosto de 2024, havia apenas uma vacina aprovada para uso contra a mpox na União Europeia e nos países do Espaço Econômico Europeu, assim como no Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Canadá. No Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais está desenvolvendo a primeira vacina contra mpox, utilizando vírus inativado.”


    Disponível em https://g1.globo.com/saude/noticia/2024/08/20/.


    Ilustração de um vírus com camadas identificadas: lipídios externos, uma camada intermediária de proteínas e DNA interno. Espículas verdes circundam a forma oval rosa.
    <span class="hidden">–</span>Fuvest/Reprodução

    a) Cite uma forma de prevenção contra a mpox.


    b) Qual é a classe de moléculas específica do vírus que gera resposta imunológica em indivíduos vacinados? Justifique a sua

    resposta.


    c) Que tipo de evento influencia o surgimento de novas variantes de vírus? Justifique a sua resposta.


    Respostas esperadas: 


    a) Não tocar nas feridas, evitar contato com pessoa infectada.


    b) Proteína/peptídeo. Após a imunização, a pessoa passa a produzir anticorpos que reconhecem as proteínas específicas dos vírus (ou células passam a produzir receptores que reconhecem as proteínas específicas do vírus expressas em células infectadas).


    c. Mutações. Os vírus que possuem mutações que conferem alguma vantagem se sobressaem e se fixam na

    população.


    Enem 2024 – Caderno Amarelo – Questão 99


    Indústrias farmacêuticas e instituições científicas têm trabalhado no desenvolvimento de diferentes vacinas contra a covid-19. Em algumas dessas vacinas, a principal estrutura antigênica é uma proteína de superfície viral chamada espícula (spike, em inglês). Essa proteína só existe em coronavírus, incluindo o SARS-CoV-2. Ela se liga a receptores de membrana específicos das células humanas por um mecanismo do tipo “chave-fechadura”. Dessa forma, os vírus entram nas células, podendo se multiplicar e acarretar a doença.


    O que são vacinas? Disponível em: https://www.cienciaviva.pt. Acesso em: 30 nov. 2021 (adaptado).


    Nessas vacinas, essa proteína viral induz a


    A – produção de anticorpos específicos contra os vírus.


    B – imunidade passiva contra o desenvolvimento da doença.


    C – alteração genômica para formação da memória imunológica.


    D – neutralização direta dos vírus presentes na circulação sanguínea.


    E – modificação dos receptores de membrana específicos para o vírus.


    Alternativa correta: A


    Resolução: A espícula (spike, em inglês), proteína de superfície viral, caracteriza-se como o antígeno responsável pela sensibilização do organismo ao induzir a produção de anticorpos específicos contra o vírus.



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