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Goiânia,13/05/2026

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    Funcionários da Meta protestam contra monitoramento no trabalho

    tecmundo.com.br
    Funcionários da Meta protestam contra monitoramento no trabalho

    Um grupo de funcionários da Meta nos Estados Unidos criou uma petição pedindo o fim de uma nova política dos escritórios da empresa. A ação controversa é um recém implementado monitoramento das atividades dos funcionários no computador.

    De acordo com a Reuters, colaboradores da companhia estão distribuindo e espalhando panfletos por vários cantos dos escritórios da empresa no país, incluindo em banheiros, salas de reunião e máquinas automáticas de venda, para conseguir mais assinaturas e ampliar os protestos contra o novo software.

    O abaixo-assinado diz que os dados representam não apenas uma forma de controle e falta de privacidade, mas também um risco para os funcionários — a coleta massiva e o uso não consensual desse tipo de informação podem resultar em vazamentos desse tipo de informação, caso ela não seja protegida corretamente.

    "Não deveria ser normal que empresas de qualquer porte explorem seus funcionários extraindo seus dados sem consentimento para fins de treinamento de IA. A IA, criada para servir e empoderar as pessoas, não pode fazer isso desconsiderando ou desrespeitando o consentimento das pessoas que alega servir", diz o texto da petição.

    Nos EUA e também no Reino Unido, há ainda um planejamento inicial para a sindicalização ou no mínimo o acionamento de entidades reguladoras do setor contra a nova regra da companhia.

    O polêmico monitoramento da Meta

    • Chamado de Model Capability Initiative, o programa é uma forma de monitoramento capaz de identificar elementos como movimentação do mouse, conteúdos digitados no teclado e até o que é exibido em tela;
    • De acordo com a companhia, o objetivo da implementação é utilizar essas informações não como vigilância da equipe, mas sendo "uma valiosa fonte de dados para treinamento" de agentes de inteligência artificial (IA);
    • O anúncio do monitoramento, que já está em fase de implementação, foi feito quase simultaneamente ao comunicado interno da Meta que confirmou a demissão de 10% dos funcionários para a companhia seguir investindo em IA.

    Em defesa do projeto, o porta-voz da Meta, Andy Stone, reforçou o discurso original da marca sobre a utilização dos dados para treinamento de IAs. "Se estamos construindo agentes que ajudem as pessoas a fazer tarefas do dia a dia usando computadores, nossos modelos precisam de exemplos reais de como pessoas de fato os utilizam", diz o comunicado.

    Quer continuar informado sobre novidades e polêmicas do setor de IA? Acesse a seção especial sobre o tema no site do TecMundo!




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