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Goiânia,12/05/2026

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    Escola estadual no Caju permanece fechada e famílias relatam prejuízos no ensino

    anf.org.br
    Escola estadual no Caju permanece fechada e famílias relatam prejuízos no ensino

    O Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro mantém fechado desde o início deste ano o Colégio Estadual Jornalista Maurício Azedo, localizado no bairro do Caju, na Zona Portuária do Rio. A unidade foi interditada após a identificação de problemas estruturais que colocariam em risco a segurança de estudantes e funcionários.





    Segundo informações de funcionários do colégio, a interdição ocorreu após uma vistoria apontar risco de desabamento na estrutura da escola, que funciona em contêineres metálicos. Entre os problemas encontrados estariam deformações nas paredes, juntas comprometidas, afundamento do piso e até a presença de ratos nas dependências da unidade.





    Desde então, estudantes do Ensino Médio ficaram sem aulas presenciais regulares durante meses. Neste período, os alunos tiveram acesso apenas a atividades remotas e, em alguns casos, a uma aula virtual por dia, situação que gerou reclamações de responsáveis, professores e da comunidade escolar sobre os impactos no aprendizado e no calendário letivo.





    A demora para a retomada das atividades presenciais também fez com que parte dos estudantes optasse por deixar a unidade. Alunos afirmaram que decidiram pedir transferência para outras escolas com receio de perder o ano letivo diante da incerteza sobre o retorno das aulas no colégio.





    “Ficamos sem saber quando a escola voltaria a funcionar. Muita gente resolveu sair porque estava com medo de ficar prejudicado”, relatou um estudante do segundo ano.





    A situação também afetou famílias que precisaram reorganizar a rotina dos filhos. Marlene, mãe de um dos alunos contou que ficou preocupada com a indefinição sobre o funcionamento da escola e lamentou ter precisado transferir o filho para uma unidade mais distante de casa.





    Segundo ela, além da mudança no deslocamento, o estudante também perdeu o ensino em tempo integral, já que o novo colégio funciona apenas em meio período.





    “Ele estudava integral e agora está em uma escola mais longe e só meio período. Foi a alternativa que encontramos para ele não perder o ano”, afirmou.





    Entre os estudantes afetados está uma aluna do terceiro ano do Ensino Médio que decidiu mudar de escola logo no início de março, assim que a unidade foi fechada. Segundo ela, a preocupação com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pesou na decisão.





    A estudante afirmou que teme ser prejudicada na preparação para o vestibular justamente no último ano escolar. O sonho dela é cursar Medicina Veterinária.





    Esse é o meu último ano e eu preciso estudar para o Enem. Fiquei muito preocupada porque quero fazer Medicina Veterinária e precisava continuar tendo aula”, contou.





    Diante da repercussão do caso, a Seeduc informou que os estudantes deverão retornar às aulas presenciais em um espaço provisório instalado no edifício da Central do Brasil, no Centro do Rio. A previsão é de que as atividades presenciais sejam retomadas a partir da segunda quinzena de maio.





    Até o momento, o governo estadual não divulgou detalhes sobre o início das obras de reforma da unidade, o prazo para conclusão da intervenção ou o valor que será investido na recuperação da escola.





    O Colégio Estadual Jornalista Maurício Azedo fica localizado na Rua Carlos Seixas, no Caju, e atende alunos da região portuária da cidade.






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