Com mais de 1.000 empregos, hospital do Novo PAC fortalece saúde pública no interior da Bahia
A Bahia se prepara para inaugurar, no mês de junho, o primeiro hospital do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entregue no Brasil. Localizado em Alagoinhas, o Hospital Estadual do Litoral Norte chega com a promessa de transformar o acesso à saúde para milhares de pessoas, especialmente moradores das periferias da macrorregião Nordeste do estado.
Com 190 leitos e serviços de alta complexidade, a unidade será a primeira da região a oferecer tratamento oncológico, um avanço histórico para um território que até então não contava com esse tipo de atendimento. A estrutura inclui ainda 30 leitos de UTI, sendo a primeira UTI pediátrica da região, além de especialidades como cardiologia, neurologia, neurocirurgia, hemodinâmica e traumato-ortopedia.
O impacto vai além da assistência em saúde. A previsão é que o hospital gere mais de 1.000 empregos diretos, movimentando a economia local e criando novas oportunidades para a população, incluindo jovens das periferias que enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Redução de desigualdades e acesso mais próximo
A implantação do hospital responde a um problema histórico enfrentado pela região: a necessidade de deslocamento para outros centros urbanos em busca de atendimento especializado. Essa realidade afeta principalmente moradores de periferias, que muitas vezes dependem de transporte público limitado ou do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), gerando custos e desgaste.
Atualmente, a demanda sobre o Hospital Regional Dantas Bião já evidencia a sobrecarga do sistema. Com a nova unidade, a expectativa é descentralizar o atendimento e garantir mais agilidade e dignidade no cuidado à saúde.
A nova estrutura contará com porta de urgência regional integrada ao SAMU e ao Serviço Estadual de Regulação, ampliando o acesso qualificado para pacientes dos 34 municípios atendidos.
Atendimento em larga escala
A projeção é robusta: o hospital deverá realizar cerca de 21.900 internações por ano e aproximadamente 6.000 tratamentos oncológicos. Somando consultas, exames e cirurgias, o número pode chegar a 250 mil atendimentos anuais.
Esse volume representa um avanço significativo para a população das periferias, que historicamente enfrenta barreiras para acessar serviços de média e alta complexidade.
Construção baseada na escuta dos territórios
Durante a apresentação do perfil assistencial, realizada em Salvador, a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, destacou que o hospital nasce de demandas diretas da população.
Segundo ela, o equipamento é fruto de escuta ativa de lideranças, gestores municipais e comunidades, incluindo moradores de periferias que convivem diariamente com a precariedade no acesso à saúde.
O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo, reforçou a importância do investimento, destacando que a iniciativa representa uma transformação concreta na vida das pessoas e a continuidade de uma política pública de regionalização da saúde no estado.
Investimento e impacto social
Com investimento superior a R$ 187 milhões, o Hospital Estadual do Litoral Norte será o 14º entregue pelo governo estadual desde 2023. Mais do que números, o equipamento simboliza um passo importante na redução das desigualdades regionais e no fortalecimento do SUS.
Para moradores de favelas e periferias, a chegada do hospital representa algo simples e poderoso: a possibilidade de cuidar da saúde sem precisar atravessar longas distâncias, sem custos adicionais e com mais dignidade.
É a saúde pública deixando de ser um privilégio distante e passando a ocupar, de fato, o território onde as pessoas vivem.
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