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Goiânia,04/05/2026

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    Meta rompe contrato após polêmica com vídeos íntimos feitos por óculos Ray-Ban

    tecmundo.com.br
    Meta rompe contrato após polêmica com vídeos íntimos feitos por óculos Ray-Ban

    A Meta encerrou o contrato com uma empresa do Quênia, a Sama, após funcionários confirmarem que analisavam vídeos de pessoas em relações sexuais com o óculos Ray-Ban Meta. Logo depois das declarações, a gigante de Zuckerberg rompeu laços com a empresa por ela não ter feito um bom trabalho, mas a Sama discorda.

    Em fevereiro, funcionários da Sama forneceram entrevistas aos jornais suecos Svenska Dagbladet e Goteborgs-Posten. Na ocasião, foi revelado que esses trabalhadores precisavam analisar vídeos de pessoas no banheiro e até mesmo em relações sexuais. “Vimos de tudo, desde salas de estar a corpos nus”, diz um dos trabalhadores.

    Menos de dois meses depois, a Meta rescindiu o contrato com a Sama, em um movimento que resultaria na demissão de mais de 1.100 trabalhadores. Em nota à BBC, a Meta explica que “decidiu encerrar sua parceria com a Sama porque eles não atendem aos nossos padrões” de qualidade.

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    Óculos da linha Ray-Ban Meta têm câmera que emite uma pequena luz ao iniciar a gravação. (Imagem: Meta/Divulgação)

    Em contrapartida, a Sama explica que sempre atendeu aos padrões operacionais, de segurança e qualidade exigidos nos projetos relacionados com a Meta. “Em nenhum momento fomos notificados de qualquer falha no cumprimento desses padrões, e defendemos firmemente a qualidade e a integridade do nosso trabalho”, defende a companhia.

    Óculos inteligentes são “bons espiões”

    Óculos inteligentes, como o Ray-Ban Meta, se tornaram muito populares nos últimos anos por conta das capacidades de filmagem desses aparelhos. No entanto, como há pequenas câmeras nessas armações, o risco de filmagem sem autorização de pessoas começou a gerar problemas.

    No fim do ano passado, a Meta descobriu que esses dispositivos eram usados para filmar cenas de assédio em casas de massagem e baniu as contas responsáveis. O escândalo mais recente é justamente o que envolve a Sama, no qual esses conteúdos pessoais são enviados dos servidores da Meta e chegam em companhias terceirizadas para análise.

    Além da gravação de conteúdo sexual ou impróprio, os óculos também podem filmar documentos sigilosos ou conversas sem que a vítima saiba da gravação. Preocupados com as denúncias, o órgão de proteção de dados do Reino Unido escreveu uma carta à Meta e cita as alegações como “preocupantes”.

    A Meta diz que leva essas acusações a sério e começou a investigar esses relatos enquanto suspendiam o contrato com a Sama. “Fotos e vídeos são privados para os usuários. Humanos revisam o conteúdo da IA ​​para melhorar o desempenho do produto, para o qual obtemos o consentimento explícito do usuário”, aponta a companhia.

    Em alguns casos, a gravação desses conteúdos pode ser uma ativação acidental dos usuários, mas é importante lembrar que filmar pessoas sem sua autorização é crime em diversos países.

    Enquanto a Meta tem seu Ray-Ban personalizado, a Samsung deve lançar seu “Galaxy Glasses” ainda neste ano com funcionalidades bem parecidas. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.




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